O mundo atravessa um momento delicado em relação a suprir necessidades básicas da população. Alguns países estão conseguindo amenizar este problema, enquanto outros não. A alimentação para todos é uma busca e algo de uma preocupação muito grande no contexto em que vivemos. Muitas empresas vêm dando um bom exemplo e um foco importante para a melhoria continua da alimentação saudável de seus funcionários, buscando balanceá-la e equilibrá-la. Isto auxilia, em parte, uma boa socialização organizacional e faz com que os envolvidos no processo possam analisar de modo diferenciado a condição de trabalho disponível pela empresa. A preocupação social das organizações e suas realidades levam as tomadas de decisões buscarem, a cada dia, também, mais equilíbrio além de alimentar o psicológico para uma boa adaptação diária no trabalho e em casa a fim de melhorar significativamente a produtividade. Todavia, nas residências destes funcionários pode não ser assim.
A alimentação saudável é algo de primordial para o ser humano. Isto ocorrendo poderemos ter pessoas e profissionais prontas para realizarem qualquer desafio pelo menos teoricamente. Esbarramos aqui com uma pergunta de difícil resposta e conclusão. Será que resolvendo o equilíbrio alimentar do funcionário durante o período de trabalho, realmente, temos um ganho de produtividade de curto, médio e longo prazo? Se analisarmos pela realidade e necessidade da empresa diremos que isto é uma necessidade, pois não podemos desconsiderar que a falta de uma alimentação adequada certamente será muito pior para a busca de uma melhor produtividade. Mas, se analisarmos pelo lado do funcionário o que deve ser feito quando retornar para casa e não tiverem o básico para abastecer a necessidade alimentar de suas famílias?
Conflitos sempre existirão, pois, possuímos interesses divergentes tentando chegar a um equilíbrio. Precisamos de muita consciência para analisar fatores básicos e supérfluos de uma realidade existente. A divergência entre as condições de sobrevivência nas empresas e em nossas casas é algo que precisamos incluir em nossas analises diárias para podermos decidir de modo sábio o rumo a tomar em nossas organizações para podermos trabalhar e buscar a devida produtividade necessária com uma rentabilidade organizacional satisfatória para as partes envolvidas. Não podemos esquecer-nos de analisar o ser humano como único, todavia, com suas complexidades, deficiências e principalmente com seus interesses diferentes um do outro.
O desequilíbrio alimentar pode causar danos irreparáveis para a pessoa e para as empresas, por isso é necessário analisarmos de modo pratico todo o processo existente a fim de podermos propiciar dados reais para podermos decidir, da melhor maneira possível, evitando transtornos maiores e mais difíceis de resolver. Precisamos ir mais alem em novas ações e analises até conseguirmos o melhor equilíbrio entre o que realmente a empresa necessita juntamente com o funcionário e hoje, pasme, não podemos esquecer-nos do convívio social, econômico e político vivenciado pelo nosso funcionário/colaborador.
Certamente, uma alimentação saudável ajuda muito dentro da realidade da empresa, mas, precisa ser analisada dentro do contexto de vida do funcionário. Este equilíbrio é necessário pelo simples motivo de se houver um desequilíbrio entre a casa e a empresa de nosso colaborador isto irá contribuir para um desinteresse, falta de motivação e muitas mazelas da administração atual criando um ambiente impróprio para o bom desempenho profissional, portanto, a dúvida é: se o funcionário preferir quantidade ao invés de qualidade, será que não teremos influencias negativas em relação ao seu desempenho e a sua produtividade? É muito bom pensarmos profundamente sobre isto.
Alimentação, produtividade e lucro
Em: 30 de novembro de 2010
O mundo atravessa um momento delicado em relação a suprir necessidades básicas da população. Alguns países estão conseguindo amenizar este problema, enquanto outros não
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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