Produtos duráveis ficam mais baratos no varejo

Em: 2 de dezembro de 2010
O preço dos equipamentos eletroeletrônicos completou um ano de quedas consecutivas, conforme os números mais recentes do IPV (Índice de Preços no Varejo), apurado pela Fecomércio
O preço dos equipamentos eletroeletrônicos completou um ano de quedas consecutivas, conforme os números mais recentes do IPV (Índice de Preços no Varejo), apurado pela Fecomércio

O preço dos equipamentos eletroeletrônicos completou um ano de quedas consecutivas, conforme os números mais recentes do IPV (Índice de Preços no Varejo), apurado pela Fecomércio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Os preços dos artigos de imagem e som, informática e telefonia caíram, em média, 0,69% na comparação entre outubro e setembro. No ano, estes produtos já acumulam deflação de 8,26%.
Para a assessora econômica da Fecomércio, Júlia Ximenes, a queda no preço desses produtos se deve, principalmente, à concorrência desleal com o comércio informal. “O comércio legal, sobrecarregado com os impostos, não tem como competir com os produtos vendidos irregularmente”, apontou.
Entretanto, a economista destaca que este não é o único fator para a queda no preço dessas mercadorias. “A sobrevalorização do real frente ao dólar é outro ponto de impacto considerável para o segmento, já que o câmbio tem uma relação direta com o custo das importações. Além disso, a constante inovação tecnológica torna os equipamentos rapidamente obsoletos, reduzindo o seu valor”, ponderou.
Além dos preços de eletroeletrônicos, CDs, autopeças e acessórios para veículos automotores e as peças de vestuário, tecidos e calçados ficaram, respectivamente, 1,54%, 0,1% e 0,22% mais baratos na relação entre outubro e setembro.

Alimentos mais caros

O mesmo levantamento informa que os preços dos cereais, legumes, tubérculos e carnes ficaram mais caros na comparação entre outubro e setembro. Com isto, o IPV registrou impulso de 1,18% em relação ao mês anterior, o maior desde junho de 2008, e acumula alta de 3,41% em 2010.
Júlia Ximenes, afirma que o principal motivo para o impulso é a inflação dos preços dos produtos vendidos em supermercados. “Em média, esses produtos ficaram 2,06% mais caros”, apontou. Contudo, a alta dos tubérculos (+8,04%), cereais (+8,99%) e legumes (+10,35%) foi muito superior a esse patamar.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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