Consumo de produtos piratas se alastra em todas as classes sociais

Em: 2 de dezembro de 2010
Pesquisa da Fecomércio do Rio de Janeiro aponta que cerca de 70,2 milhões de pessoas consomem produtos piratas no Brasil
Pesquisa da Fecomércio do Rio de Janeiro aponta que cerca de 70,2 milhões de pessoas consomem produtos piratas no Brasil

O presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, acredita que a classe C, “que chega com toda força ao mercado de consumo”, está impulsionando o aumento do consumo de produtos piratas no Brasil, mas o hábito “se alastra” por todas as classes sociais e faixas etárias. A instituição divulgou na última terça-feira, 30, pesquisa sobre a pirataria, revelando que 70,2 milhões de pessoas consomem produtos piratas no Brasil, ou 13,8 milhões a mais do total que compravam esses produtos em 2006.
O secretário executivo do Ministério da Justiça, Rafael Favetti, concorda que “a migração de classes aumentou o consumo em geral no país, de produtos lícitos e ilícitos”. Ele disse que há uma “visão romântica” no Brasil de que os que produzem e distribuem produtos piratas são “coitados sem emprego”. Segundo ele, a realidade é diferente. “Quem faz e distribui pirataria, segundo todos os dados que temos de apreensões, mostram que quem faz e distribui esses produtos está ligado ao crime organizado”, disse

Fiscalização e repressão

Ele acredita que o combate passa pela fiscalização e repressão, mas também conscientização dos consumidores. Entre os produtos piratas consumidos, figuram de CD a cigarros. O percentual de entrevistados na pesquisa da Fecomércio-RJ, que compra CD pirata chegou a 79%, seguido de DVD (77%); óculos (7%); calcados, bolsas ou tênis (7%); relógios (5%); roupas (6%); brinquedos (3%) e cigarros (4%).
A pesquisa foi realizada em 1.000 domicílios, em 70 cidades, sendo nove regiões metropolitanas. Hoje a Fecomércio-RJ, no Estado do Rio, está lançando a campanha “Quem compra produto pirata paga com a vida”. Segundo Diniz, o objetivo é esclarecer os consumidores sobre os riscos da pirataria as suas famílias.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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