PIB de Manaus é o sexto colocado no ranking

Em: 13 de dezembro de 2010
Manaus foi uma das seis capitais com os maiores PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2008, responsáveis por um quarto das riquezas produzidas nacionalmente há dois anos
Manaus foi uma das seis capitais com os maiores PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2008, responsáveis por um quarto das riquezas produzidas nacionalmente há dois anos

Manaus foi uma das seis capitais com os maiores PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2008, responsáveis por um quarto das riquezas produzidas nacionalmente há dois anos. O município assumiu o sexto lugar com 1,3%, ficando atrás de São Paulo, com 11,8%; Rio de Janeiro, 5,1%; Brasília, 3,9%; Curitiba, 1,4% e Belo Horizonte, 1,4%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Embora a performance manauara seja a mesma desde 2006, houve um crescimento de 10,85% em relação a 2007, com R$ 38,12 bilhões frente a R$ 34,38 bilhões.
O coordenador de disseminação de informações do IBGE, Adjalma Nogueira, comenta que, apesar da cidade ter aumentado R$ 4 bilhões, as outras capitais seguiram o mesmo caminho, o que resulta na manutenção de sua posição. Ele salienta que, embora seja positivo o crescimento, a questão fundamental seria a repartição proporcional entre os municípios. “A posição está confortável. O que deveria acontecer é uma maior distribuição”, ressaltou.
Em 2008, o PIB do município o transformou no maior concentrador de riquezas entre todos os municípios brasileiros, alcançando 81% do Estado. Por este motivo, segundo o Ins‑ tituto, o Amazonas é o Estado que possui maior dependência econômica de sua capital.
Os municípios de Careiro, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, que formam a Região Metropolitana de Manaus, responderam por uma fatia do PIB de R$ 40 bilhões, 85% do que foi alcan– çado pelo Estado na época (cerca de R$ 47 bilhões).
Há dois anos, o Amazonas era o Estado que tinha a maior concentração especial de renda do país, de acordo com o órgão. Os cinco maiores municípios do Amazonas eram responsáveis por 88,1% do Estado, com Amapá (87,6%) e Roraima (85,4%) a seguir. No outro extremo, Santa Catarina (35,5%), Rio Grande do Sul (36,0%) e Minas Gerais (36,7%) tinham as menores concentrações.
O secretário executivo da Sefaz/AM (Secretaria da Fazenda do Estado do Amazonas), Thomas Nogueira, frisa que, mesmo com a concentração, isto não quer dizer que não há atividade econômica fora da capital. Ele frisa que esta situação do Estado não é totalmente inapropriada. “Por um lado é positivo, porque tem permitido a preservação da nossa reserva natural”, observou.
Apesar da indústria ser um dos pontos fortes da região, na capital a atividade serviços, que agrega comércio, entre outros, se destacou como a mais importante entre os três grandes grupos que compõem o medidor econômico de crescimento, atingindo 41% em 2008 contra 36% da indústria. “O comércio por si só é forte, aliado aos serviços fica mais ainda”, destacou Adjalma Nogueira.
Já o segmento agropecuário, firmou-se em menos de 1%, mesmo resultado desde 1999.

Municípios do Estado continuam dependentes da verba administrativa

Dos 5.564 municípios brasileiros, 1.832 tinham mais do que um terço da sua economia dependente da administração pública.
No Amazonas, dos 62 municípios, 27 obtinham mais de 50% do seu PIB dependente da máquina administrativa, em especial as cidades de Santa Isabel do Rio Negro (64%), Atalaia do Norte (63%) e Santo Antônio do Iça (63%). De acordo com o Instituto, significa que 43% dos municípios ainda necessitam melhorar seu grau de desenvolvimento nas demais atividades econômicas.
O representante do IBGE fala que, apesar de não ser positiva, esta é uma tendência do Estado, que se torna detentor dos municípios. “Eles sobrevivem apenas com os repasses. Há 40 anos, o Estado tenta desenvolver estratégias para que a riqueza centrada em Manaus seja difundida em outros municípios”, frisou.

Destaque para Coari

Em contramão a este resultado, a capital amazonense conseguiu o menor grau de dependência do setor público no Estado, com apenas 9,30%. Entretanto, no interior, vale destacar Coari, que impulsionado pela indústria extrativa do petróleo, precisou de somente 14% dos recursos. Além disso, Lábrea também respondeu com apenas 20% de dependência, conduzida pela agropecuária.
Segundo o coordenador, se, a exemplo de Lábrea, outras cidades amazonenses passassem a desenvolver pelo menos o lado agropecuário, seriam menos dependentes.
Já o secretário afirma que ainda há diversos questionamentos sobre a agropecuária. “Nem todos os municípios servem para o setor. Mas todos têm potencialidades que devem ser exploradas, só que de maneira sustentável”, enfatizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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