CMN prorroga crédito para obras de estádios para Copa até 2012

Em: 20 de dezembro de 2010
Ao todo, sete das 12 cidades já contrataram financiamentos para projetos de mobilidade urbana em torno dos estádios
Ao todo, sete das 12 cidades já contrataram financiamentos para projetos de mobilidade urbana em torno dos estádios

O CMN (Conselho Monetário Nacional) prorrogou até o fim de 2012 a linha de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) voltada para a construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014 e para as obras de mobilidade urbana nas cidades-sedes da competição. O prazo para a contratação do crédito acabaria em 31 de dezembro deste ano.
Apesar de as linhas terem sido disponibilizadas pelo BNDES no fim de 2009, de acordo com o assessor econômico do Tesouro Nacional, Mário Augusto Gouvea, entre as 12 cidades escolhidas para sediar os jogos do Mundial, apenas Cuiabá já contratou o financiamento para a construção de sua arena. Cada estádio tem até R$ 400 milhões disponíveis nessa linha.
Ao todo, sete das 12 cidades já contrataram financiamentos para projetos de mobilidade urbana em torno dos estádios. Essa linha tem R$ 8 bilhões em recursos, mas Gouvea não soube informar quanto deste total já foi contratado. Segundo ele, a prorrogação foi autorizada também no sentido de adequar as linhas ao regime tributário especial para essas obras, que se encerra no fim de 2012.
O CMN também prorrogou até o fim de 2011 o programa Caminho da Escola, composto por financiamentos do BNDES para pequenos municípios adquirirem ônibus e barcos escolares padronizados. Criada em 2007, a linha concede até 96 meses para o pagamento do crédito e dispõe de R$ 700 milhões em recursos, dos quais cerca de um terço já foi contratado, segundo Gouvea.
Da mesma forma, o programa Pró-Vias do BNDES, para a compra de máquinas e equipamentos para a construção de vias e instalação de sinais de trânsito em pequenas cidades, também foi prorrogado até o fim de 2011. Segundo o assessor, cerca de R$ 700 milhões do R$ 1 bilhão disponível já foram contratados. O Conselho também remanejou os recursos das linhas do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), sem alterar o montante total do programa, de R$ 134 bilhões.

Redação

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