Polo de descartáveis eleva importação de insumos

Em: 2 de março de 2011
Com a quarta maior arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), R$ 41,02 milhões, e representando 6,49% dos investimentos totais do PIM na produção de 6,49%, além de 3,27% de sua mão de obra
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Com a quarta maior arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), R$ 41,02 milhões, e representando 6,49% dos investimentos totais do PIM na produção de 6,49%, além de 3,27% de sua mão de obra

Com a quarta maior arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), R$ 41,02 milhões, e representando 6,49% dos investimentos totais do PIM (Polo Industrial de Manaus) na produção de 6,49%, além de 3,27% de sua mão de obra, as cinco empresas do segmento de isqueiros, canetas e barbeadores descartáveis seguem o mesmo rumo das fábricas do Distrito, com quase 60% dos insumos vindos do exterior, conforme dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) referentes ao acumulado de 2010.
No período, o subsetor do PIM obteve o maior investimento em insumos, na ordem de US$ 144.43 milhões. Na relação de origem, os insumos regionais perdem participação na produção, com queda expressiva nos últimos cinco anos. Em 2005 e 2006 correspondiam a mais da metade (51,82% e 51,20%, respectivamente) do abastecimento das empresas. Já em 2007, a queda foi brusca, chegou a apenas 13,43%, e desde então, esteve contínua (9,50% em 2008; 7,07% em 2009) até uma inexpressiva recuperação para 9,93% em 2010.
Em contraponto, os insumos importados vêm assumindo sentido inverso, com percentagem cada vez mais expressiva desde 2006, quando passa de 24,70% para os 59,73% atingidos em 2010, pouco abaixo dos 60,86% de 2009. Os insumos restantes vieram de outras regiões do país, com 30,34%.
“A importação não contribui para a região, já que não gera empregos aqui”, sentenciou o presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Cristóvão Marques.
Na avaliação do diretor executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, as empresas internacionais ofertam preços mais competitivos e as nacionais não tem condição de concorrer. “Isso acontece porque o governo permite esta política industrial. Além disso, outro concorrente, o mais terrível em termos de mercado para as empresas deste subsetor, é o contrabando”, destacou.
Marques também identifica as barreiras do subsetor nas “importações irregulares, de produtos falsos de isqueiros da China e barbeadores vindos do Paraguai”. “Elas são encontradas facilmente no Centro de Manaus. As empresas do PIM não têm condição competitiva para exportar isqueiros”, salientou.

Empregos e investimentos

Ainda assim, o polo apresentou leve crescimento na demanda de mão de obra efetiva, com os 2.212 postos ocupados. Foram 92 empregos a mais que em 2009.
Já considerada a mão de obra efetiva somada à temporária e à terceirizada, que representa 3,27% de todos os postos do PIM, o subsetor teve 3.379 pessoas vinculadas às cinco empresas. São 18,81% a frente do conquistado no ano anterior (2.844).
Representado pela produção de aparelho de barbear não elétrico e lâmina, escova dental, isqueiro, caneta e lapiseira, o polo de descartáveis apresenta maior valor de investimentos em 2010, quando supera os dos últimos cinco anos. Os US$ 608.58 milhões acumulados, equivalem a 6,49% do total do PIM, e ficam à frente dos US$ 527.94 milhões de 2009.
Na geração de 1,92% do PIM, o faturamento também foi superior aos anos anteriores, com US$ 675.21 milhões. A exceção fica apenas para 2008 com o recorde de US$ 740.29 milhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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