Investimentos começam a chegar a Iranduba

Em: 21 de março de 2011
Como primeira cidade a receber os usuários da ponte sobre o rio Negro que deixarem a capital Amazonense, o município de Iranduba(a 34 km de Manaus)deve ser afetado pelo crescimento na circulação de pessoas e,consequentemente,sofrer os reflexos no comércio
Como primeira cidade a receber os usuários da ponte sobre o rio Negro que deixarem a capital Amazonense, o município de Iranduba(a 34 km de Manaus)deve ser afetado pelo crescimento na circulação de pessoas e,consequentemente,sofrer os reflexos no comércio

Como primeira cidade a receber os usuários da ponte sobre o rio Negro que deixarem a capital Amazonense, o município de Iranduba (a 34 km de Manaus) deve ser afetado pelo crescimento na circulação de pessoas e, consequentemente, sofrer os reflexos no comércio. A cidade vizinha registrou crescimento na população local de 26,10% nos últimos dez anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“A expansão populacional nos últimos anos está diretamente ligada à construção da ponte”, estimou o supervisor do setor de disseminação de informações do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques, que ainda caracteriza a procura pela cidade. “Iranduba abriga pessoas envolvidas nas obras da ponte e é um município de catraieiros. A tendência é a população crescer, com a influência da ponte, e ocasionada pela pressão urbana que Manaus vai exercer lá, tanto quanto nos municípios vizinhos de Novo Airão [a 115 km de Manaus] e Manacapuru [a 68 km]”, avaliou Adjalma.

Crescimento populacional

Atualmente, segundo dados do último Censo, a cidade tem 40.735 habitantes. O crescimento populacional chegou a 26,10% comparado com dez anos antes, quando eram 32.303 habitantes. O percentual representa pouco abaixo do registrado pela capital em proporcionalidade, que chegou a 28,22%.
Outra característica da cidade são as residências fechadas. Segundo Adjalma, o município tem “usos ocasionais”, as residências utilizadas como de veraneio são 1.256. Os domicílios vagos são 1.486.
Outros setores da economia também devem ser impulsionados por maiores demandas em consequência do fluxo de pessoas na região. Espera-se a instalação de hotéis e lojas de grandes redes, que, segundo o presidente da ACI (Associação Comercial de Iranduba), Jucelino Mendonça da Silva, já está acontecendo. “Tivemos a vinda de hotéis para a cidade, mas não deve parar por aí. Muitos negócios estão chegando. Inclusive, temos a previsão de oito lojas de grandes empresas serem lançadas aqui”, contou otimista Mendonça também sobre o desenvolvimento da cidade atrelado a implantação de lojas reconhecidas na capital. “Está em construção a primeira loja Bemol. Vai ficar entre Iranduba e Manacapuru”, informou.

Shoppings ainda estão fora do radar de negócios

Em contraponto às dimensões do crescimento no comércio, nenhum shopping ainda foi instalado em Iranduba e a situação da cidade deve permanecer a mesma até 2014, já que nenhum empreendimento está previsto para inaugurar no período, conforme informação da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers).
O presidente da ACI contou que ainda não existem filiais de grandes redes na cidade, mas adiantou que, em breve, uma loja desse porte deve ser inaugurada.
Procurados pela reportagem, o presidente e o vice-presidente da Amase (Associação Amazonense de Supermercados), não responderam ao contato para confirmar a implantação de supermercado de rede na cidade, ainda que seja especulada a instalação de uma loja.
A atividade hoteleira e o comércio, especificamente de minimercados, são os que mais movimentam a economia da cidade, conforme o presidente da ACI. Na estimativa dele, o crescimento local já pode ser sentido no comércio em 2010, com alta de aproximadamente 35%.

Novas fábricas

De acordo com dados da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), o comércio varejista no município tem 270 estabelecimentos. Destes, 35 foram inscritos no ano passado, ou seja, aumento equivalente a 13%.
A iniciativa privada local registrada no Estado, ao todo, chega a 429 empresas. Sendo que em 2010 passaram a participar da arrecadação tributária do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) 54 organizações de capital privado. Elas representam 12,59% das até então inscritas. As companhias foram acrescidas ao quadro do Amazonas coincidindo com o que seria o último ano de obras até a inauguração da ponte sobre o rio Negro.
Além do crescimento no comércio, a cidade integrante da região metropolitana de Manaus, com destaque em olarias, deve receber novas fábricas atraídas por estímulos econômicos da ZFM (Zona Franca de Manaus), previstos a serem estendidos a ele e mais sete município, fora a capital.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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