Otimismo é o menor desde novembro de 2008

Em: 29 de março de 2011
Os brasileiros estão menos otimistas em relação aos seis meses seguintes, segundo o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da FGV (Fundação Getúlio Vargas)
Os brasileiros estão menos otimistas em relação aos seis meses seguintes, segundo o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da FGV (Fundação Getúlio Vargas)

Os brasileiros estão menos otimistas em relação aos seis meses seguintes, segundo o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da FGV (Fundação Getúlio Vargas). A queda de 2% em março foi a mais intensa desde novembro de 2008 (-3,9%).
O Índice de Expectativas recuou 3,8%, ao passar de 111,0 em fevereiro para 106,8 pontos em março, abaixo da média histórica de 107,8 pontos.
O ICC, composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor, apresentou redução de 2,0% nesse intervalo, ao passar de 122,6 para 120,1 pontos.
A proporção dos que preveem melhora da situação econômica geral nos seis meses seguintes passou de 30,9% para 29,2%, enquanto a dos que projetam piora subiu de 17,0% para 21,3%.
Já as avaliações sobre o momento atual praticamente não tiveram alteração pelo segundo mês consecutivo. O Índice da Situação Atual subiu 0,2%, para 145,0 pontos.
A parcela de consumidores que consideram boa a situação econômica aumentou de 34,1% para 34,7%, enquanto a dos que dizem estar ruim diminuiu de 18,1% para 17,3%.
A Sondagem de Expectativas do Consumidor é realizada com base numa amostra com mais de 2.000 domicílios em sete capitais brasileiras.

Inflação e aperto

Para o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo, os resultados mostram o consumidor mais cauteloso quanto aos rumos futuros da economia brasileira devido ao avanço da inflação e do aperto monetário por parte do governo. A estimativa de inflação do consumidor para os próximos 12 meses subiu de 6,8% para 7,1% de fevereiro para março, a maior desde abril de 2009. Quanto aos juros, subiu de 64,7% para 68,5% a fatia de consumidores entrevistados que apostam em alta de juros nos próximos meses. “O consumidor já está antecipando um movimento de desaceleração na economia. Dá para dizer que o brasileiro está moderadamente pessimista” avaliou o superintendente.
Os consumidores nas faixas mais abastadas foram os mais pessimistas em março. Na análise por faixas de renda, o ICC mostrou quedas acima da média, de 3,1% nas famílias com ganhos mensais entre R$ 4.801,00 e R$ 9.600,00; e de 3,3% nas famílias com renda mensal acima de R$ 9.601,00. O especialista da fundação comentou que os consumidores de maior poder aquisitivo normalmente contam com maior volume de informação sobre a economia brasileira, e aplicam mais em Bolsa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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