PIM quer faturar US$ 40 bi até dezembro

Em: 13 de abril de 2011
Mesmo tendo somente uma prévia com um resultado bimestral, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) já projeta finalizar o ano com um faturamento recorde de US$ 40 bilhões, alta de 13,79% sobre o que foi abocanhado no ano passado
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Mesmo tendo somente uma prévia com um resultado bimestral, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) já projeta finalizar o ano com um faturamento recorde de US$ 40 bilhões, alta de 13,79% sobre o que foi abocanhado no ano passado

Mesmo tendo somente uma prévia com um resultado bimestral, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) já projeta finalizar o ano com um faturamento recorde de US$ 40 bilhões, alta de 13,79% sobre o que foi abocanhado no ano passado (US$ 35.15 bilhões).
A esperança se dá em virtude das cifras registradas na soma dos primeiros dois meses do ano. Com um saldo de US$ 5.88 bilhões, o PIM (Polo Industrial de Manaus) incrementou mais 29,17% ao faturamento anotado em igual período de 2010 (US$ 4.55 bilhões).
Somente em fevereiro, a ZFM (Zona Franca de Manaus) alcançou sua melhor marca para o segundo mês do ano, ao atingir, pela primeira vez, números superiores à casa dos US$ 3 bilhões. Os US$ 3.05 bilhões permitiram uma expansão de 37,01% sobre os US$ 2.23 bilhões gravados em igual período do ano anterior.
Por meio de sua assessoria, a superintendente da Suframa, Flávia Grosso, avalia que este ritmo de crescimento impulsiona a projeção positiva realizada pela autarquia.
Além disso, para quem reclamava da ausência de empregos na indústria, principalmente depois da crise, o PIM já conta com uma média mensal de 111.388 novos empregos, alta de 7,56% em comparação ao resultado de mesma época no ano passado e de 4,20% em confronto a 2008, quando a média mensal de mão de obra era de 106.894 funcionários, a maior até então. O aquecimento das indústrias permitiu um avanço na relação de salários versus mão de obra ocupada, proporcionando uma quantia salarial de US$ 881.93.

“Emprego estável”

O presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias do Amazonas, Ricardo Alvarez Miranda, comenta que o emprego ficou estável em fevereiro, aumentando as admissões e reduzindo as demissões, o que não acontecia com frequência em 2010.
Segundo o representante do sindicato trabalhista, com o Dia das Mães chegando e a economia firme, há uma estimativa de que 50% dos temporários sejam efetivados depois da festividade. “Este ano será melhor que os anos anteriores”, asseverou Ricardo Alvarez Miranda.

Apesar das dúvidas sobre o ‘Efeito Japão’, indústria ainda aposta na alta

Quem voltou com toda a corda, depois de se sentir ameaçado pelo polo de duas rodas em janeiro, foi o segmento eletroeletrônico, que conseguiu a façanha de US$ 1.01 bilhão somente em fevereiro. O número permitiu um salto de 38,08% frente aos US$ 730 milhões de fevereiro do ano passado.
A produção de televisores de tecnologia LCD (tela de cristal líquido) influenciou este número. Com 1,09 milhão de aparelhos produzidos no acumulado, a mercadoria aumentou os estoques em 11,51% em relação ao primeiro bimestre do ano passado (981,8 mil unidades).
Porém, embora o setor eletroeletrônico obtenha 30,43% de todo o mercado, enquanto o relojoeiro é responsável por apenas 1,21%, este último foi quem apresentou a maior variação de crescimento em relação a 2010, ao somar US$ 36.86 milhões.

Contrabando minimizado

Nos primeiros dois meses do ano, as indústrias de relógio sofreram elevação de 96,41% quando confrontadas aos dados de janeiro e fevereiro do ano anterior (US$ 70.97 milhões). Neste caso o destaque fica por conta dos relógios de pulso, com 1,42 milhão de unidades produzidas e um faturamento de US$ 70.37 milhões. O diretor executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, afirma que as medidas contra o contrabando, principalmente de relógios, possibilitaram o aumento do segmento.
Para os próximos meses, surge a dúvida se isto pode mudar em virtude dos acontecimentos no Japão e até mesmo por conta da inflação. Entretanto, Dutra afirma que as indústrias poderiam apresentar queda somente se houvesse retração na economia do país. “Mas, a produção continua alta, ainda mais quando os indicadores apontam um crescimento nas vendas do comércio”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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