Mercado pré-pago avança e infla importados

Em: 9 de maio de 2011
Vale a pena manter um telefone celular pós-pago na cidade de Manaus? Hoje, a maioria dos usuários de telefonia móvel não titubeia ao responder essa pergunta: não
Vale a pena manter um telefone celular pós-pago na cidade de Manaus? Hoje, a maioria dos usuários de telefonia móvel não titubeia ao responder essa pergunta: não

Vale a pena manter um telefone celular pós-pago na cidade de Manaus? Hoje, a maioria dos usuários de telefonia móvel não titubeia ao responder essa pergunta: não. Para a maioria, até mesmo aqueles que têm poder aquisitivo para arcar com a responsabilidade de pagar as contas no final do mês, os telefones de cartão são considerados as melhores opções para o mercado local.
As vantagens são simples: apesar de necessitarem de recargas em dinheiro para poder funcionar, a maioria das linhas de telefones pré-pagos da cidade dispõe de promoções e bônus extras para falar o mês inteiro.
A concorrência é grande na capital amazonense. As operadoras mais antigas, como a Oi (ex-Amazônia Celular), a Vivo e a Tim oferecem, a cada dia, novas promoções, com bônus extras para estimular o consumidor a comprar créditos e a ganhar minutos a falar com número da própria operadora e números convencionais ou planos que permitem pagar apenas o primeiro minuto e falar à vontade.
Em virtude das vantagens oferecidas por essa modalidade de serviço, os telefones pós-pagos estão abaixo até mesmo dos serviços de ligações através da internet e telefones pós-pagos fixos, que em pequena escala, ajudam a suprir as necessidades dos usuários.

Mercado crescente

A grande quantidade de vantagens oferecidas pelas operadoras de Manaus está impulsionando, cada vez mais, o mercado de venda de aparelhos celulares com mais de um chip, para poder atender as necessidades dos usuários em falar com números de cada operadora. Se o usuário precisa falar com a operadora X, ele liga do chip vinculado a essa operadora. Mas, se necessita se comunicar com a operadora Y, basta apenas trocar o chip ou apenas inseri-lo em uma das entradas de dados do aparelho. Como esse mercado chega a ser atendido por quatro operadoras, os fabricantes estão investindo na produção de aparelhos com até quatro chips. Em comum, todas fazem ligações de celular para fixo dentro da cota de bônus oferecida para o usuário.

Anatel avisa que não há restrições à produção nacional

Na opinião do comerciante Tomé Lima Vieira, o uso de telefones celulares de crédito ajuda a economizar mais de 30% na conta de telefone fixo. Para ele, é muito mais vantajoso adquirir um telefone com mais de dois chips, pois precisa entrar em contato com diversas pessoas ao dia e o mais rápido é através do celular. “É nesse ponto que o mercado de importados está ganhando espaço em relação aos produtos oficiais, porque com os telefones importados chegamos a usar todos os chips que temos sem prejuízo para nossas contas. E isso é vantagem para quem é assalariado ou pequeno empreendedor”, ressaltou.
A doméstica Maria Auxiliadora Lima é diarista e precisa estar sempre alerta com telefone para poder se comunicar com as pessoas para as quais trabalha.“Eu acho vantagem porque eu fico com o celular ligado o dia inteiro. Como tenho dois chips, facilita para mim, que sou chamada para mais serviços porque muitas pessoas ligam dos seus celulares para um dos números. E, quando preciso, ligo de acordo com a operadora delas”, disse a doméstica.

Processo de homologação

Segundo o gerente de Outorga da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) do Amazonas, Murilo Gomes, não há restrição em relação à quantidade de chips de um celular. “A restrição que é feita a todos os celulares é que os mesmos passem pelo processo de homologação para garantir que os equipamentos funcionem dentro das normas do país”, salientou. Segundo ele, o processo de homologação pela Anatel garante que os aparelhos estão aptos a serem usados e evitam problemas, como o comprometimento e exposição à radiação. “O que ocorre é que a grande maioria desses celulares de dois chips não passa por essa homologação porque vem para o país por meios não convencionais. E, o comércio está praticando atividade irregular na venda para o consumidor”, apontou Murilo Gomes, dizendo que cabe à Anatel coibir a venda desses produtos irregulares.
Ele explica que é uma prerrogativa da indústria a utilização desse tipo de tecnologia e que não há nenhuma legislação que impeça as fábricas de produzirem esses aparelhos. “Existe um regulamento específico que trata desse processo de certificação e o trâmite é feito com base na análise de laboratórios credenciados pela Anatel. Mas, produzir esses aparelhos é a conveniência dos fabricantes, que devem estar atentos às demandas do mercado”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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