“Nova lei protege grandes proprietários”, afirma José Ricardo

Em: 8 de junho de 2011
O Código, de acordo com o deputado, é atentatório à política de preservação de rios e igarapés, dentre outros absurdos, razão por que ele critica a sua aprovação no Congresso Nacional e defende um debate mais amplo com a sociedade
O Código, de acordo com o deputado, é atentatório à política de preservação de rios e igarapés, dentre outros absurdos, razão por que ele critica a sua aprovação no Congresso Nacional e defende um debate mais amplo com a sociedade

No Dia Mundial do Meio Ambiente, as discussões voltaram aos plenários. Na opinião do deputado estadual José Ricardo (PT), o Código Florestal, que ainda vai tramitar no Senado, protege, rigorosamente, os grandes proprietários de terra das regiões Sul e Sudeste que mais desmataram no país nos últimos anos e agora deverão ser anistiados pelo governo federal.
Segundo ele, o Código é letal aos interesses dos Estados do Norte da Amazônia e, ao permitir que Estados e municípios definam regras para o setor agropecuário e para as APPs apenas, possibilitará a criação de legislações estaduais e municipais que acabem estimulando mais o desmatamento.
O Código, de acordo com o deputado, é atentatório à política de preservação de rios e igarapés, dentre outros absurdos, razão por que ele critica a sua aprovação no Congresso Nacional e defende um debate mais amplo com a sociedade.
Para ele, a nova lei vai estimular os conflitos no campo e prejudicar, sobretudo, os pequenos agricultores para os quais “sobra apenas o ônus de pesadas multas” .
A aplicação do Código Florestal em uma cidade como Manaus, afirma o parlamentar petista, deve ser motivo de preocupação de deputados e senadores que representam o Estado no Congresso Nacional.
“O Código não pode ser aprovado no Senado na forma como foi na Câmara, e os nossos parlamentares federais devem participar mais e influir nos debates para não permitirem prejuízos a Manaus”, destaca.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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