Pelo visto, o mês das mães criou grandes expectativas nos empresários, já que o número de constituições de empresa foi o maior no ano (604 empresas), com uma elevação de 10,02% em comparação ao mês imediatamente anterior (549) e de 1,51% em relação a igual período de 2010 (595), segundo dados da Jucea (Junta Comercial do Estado do Amazonas).
A taxa de juros das operações de crédito para pessoas jurídicas manteve o avanço, saltando de 3,96% para 4,03% ao mês (alta de 0,07 ponto percentual), sendo a mais alta desde julho de 2009, de acordo com pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Apesar disso, no acumulado do ano, o Amazonas já registrou a abertura de 2.742 novos negócios, uma expansão de 10,43% frente aos cinco meses de 2010 (2.483).
Elevação dos juros
O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, declara que houve um aumento no número de empresas formalizadas, pois “o informal é quem sai perdendo muito mais”.
Apesar do economista e consultor empresarial, José Laredo, ter afirmado anteriormente que a elevação da taxa de juros impacta na geração dos empreendimentos, devido parte do investimento ser oriundo de financiamentos, Antonaccio afirma que iniciar uma empresa com capital emprestado já é um começo ruim. Ele pondera que o empréstimo deve vir depois, para comprar maquinários, entre outros.
Por este raciocínio, talvez seja por isso que, se por um lado teve aumento na constituição de empresas, também houve alta na extinção das mesmas. Em maio, 140 empreendimentos fecharam suas portas, o maior dígito para 2011, e um aumento de 18,64% ante o mesmo mês do ano anterior (118).
Antonaccio afirma que o ‘desestímulo em manter o negócio’ é por conta da falta de vocação e de orientação. “O proprietário acaba se endividando e a empresa não flui”, finalizou.







