“Excesso de condicionantes encarece e atrasa obras”, diz Pagot

Em: 14 de julho de 2011
O diretor afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, criticou hoje o excesso de condicionantes ambientais exigidos para a regularização de obras de rodovias no Brasil
O diretor afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, criticou hoje o excesso de condicionantes ambientais exigidos para a regularização de obras de rodovias no Brasil

O diretor afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, criticou hoje o excesso de condicionantes ambientais exigidos para a regularização de obras de rodovias no Brasil. “Neste ano vamos consumir cerca de R$ 500 milhões apenas para atender a esses condicionantes”, afirmou.
Ele participa de reunião conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Comissão Viação e Transportes, proposta pelos deputados Wellington Roberto (PR-PB) e Girotto (PR-MS).
Pagot também criticou o excesso de burocracia que, segundo ele, compromete o andamento das obras. “Nós não podemos mais aguardar dois anos para regularizar a obra de uma rodovia no país”, reclamou.
Ele defendeu um licenciamento único, a ser feito exclusivamente pelo Ibama, por considerar que as demais autorizações acabam figurando apenas como medida protelatória. “As demais licenças, concedidas por Iphan, Funai, Fundação Palmares e Instituto Chico Mendes podem tranquilamente ser obtidas concomitantemente com a execução das obras”, defendeu.
Pagot voltou a atacar as limitações da própria autarquia para gerenciar e fiscalizar a execução de suas obras. “Os problemas que temos no Dnit são estruturais, temo uma infraestrutura velha, faltam funcionários. Nós temos que ter novos concursos. Temos engenheiros que querem se aposentar, mas nós temos pedido para ficarem mais um pouco.”
O diretor afastado do Dnit também criticou as limitações técnicas do órgão, referindo-se ao Serpro, a estatal de tecnologia do governo federal. “Estamos trabalhando com equipamentos e sistemas da década de 60, de 70. Eu preciso trabalhar com o mesmo sistema da Petrobras, do MEC. Nossos engenheiros chegam a passar vergonha. Mas não posso mudar, porque sou obrigado a trabalhar com o Serpro”, afirmou. “Faz três anos que eu grito, que peço, que imploro para acelerar as coisas”, reiterou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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