Após travarem embate no plenário da CMM (Câmara Municipal de Manaus), as duas bancadas da Casa se reuniram ontem, 10, por três horas e meia e decidiram não dar continuidade jurídica à discussão causada pela confecção de panfleto apócrifo, cuja elaboração fora atribuída ao presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), vereador Mário Frota (PDT).
A informação do recuo foi anunciada pelo presidente da Casa, vereador Isaac Tayah (PTB), que ressaltou a necessidade de maior discrição por parte de seus pares quanto às questões internas do parlamento. Mas, nem todos mudaram a opinião quanto à distribuição da lista dos prováveis apoiadores e opositores do Projeto de Lei 121/2011, que deverá ser modificado através de emendas e terá retirado de sua redação os termos ‘feiras e mercados’, passando a iniciativa privada a possibilidade de concessão de imóveis e unidades de interesse histórico do município para intervenções específicas por até 60 anos.
De acordo com o líder do Executivo na CMM, vereador Leonel Feitoza (PMDB), seu descontentamento com a atitude é tanta que não poderá votar mais na Comissão presidida por Frota. Feitoza que é vice-presidente da CCJ, afirmou em entrevista aos jornalistas presentes na Câmara que não acredita mais na capacidade de liderar do vereador Mário Frota.
Um dos poucos a falar com a imprensa após a reunião, o vereador Waldemir José (PT) disse acreditar que a polêmica gerada pela base de apoio ao prefeito não passa de um ato de oportunismo por conta da vontade de “tomar conta” da presidência da CCJ, considerada a Comissão mais importante da Câmara Municipal. “O perfil do vereador Mário Frota é perfeito para a Comissão. Como está em minoria, a situação quer galgar o posto da presidência”, frisou.
Já o vice-presidente da Casa, vereador Marcel Alexandre (PMDB), falou em tom moderado. Para ele, as questões de relevância para a cidade devem ser tratadas como prioridade. Marcel destacou que a Casa está às vésperas de um ano político e que atos que venham a comprometer a popularidade do Legislativo Municipal devem ser evitados.
Vereadores recuam e preferem a paz
Em: 11 de agosto de 2011
Após travarem embate no plenário da CMM (Câmara Municipal de Manaus), as duas bancadas da Casa se reuniram ontem, 10, por três horas e meia e decidiram não dar continuidade jurídica à discussão causada pela confecção de panfleto apócrifo
Redação
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