No primeiro semestre, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) registrou lucro líquido de R$ 3,921 bilhões, alta de 24%, na comparação com o resultado de igual período de 2010, de R$ 3,160 bilhão. Esse dado é o atribuído ao controlador, excluindo a participação de minoritários. Já o lucro consolidado, que inclui a parte dos minoritários, subiu 24,3%, para R$ 3,951 bilhões ante os R$ 3,178 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado, neste mesmo critério.
Outra medida informada é o lucro líquido “normalizado”, antes de receitas e despesas especiais, cuja cifra neste primeiro semestre foi de R$ 3,926 bilhões, 21,1% maior que os R$ 3,242 bilhões de janeiro a junho de 2010. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) teve alta de 9,5%, para R$ 5,676 bilhões, com margem de 45,9%, 2,0 pontos percentuais acima da de 43,9% no primeiro semestre de 2010.
No critério “normalizado”, o Ebitda passa a R$ 5,682 bilhões, ou 8,7% superior ao mesmo período do ano passado, de R$ 5,229 bilhões, com margem Ebitda normalizada também de 45,9%, 1,6 ponto percentual a mais (44,3%). A receita líquida do primeiro semestre somou R$ 12,373 bilhões, alta de 4,9% sobre a de R$ 11,799 bilhões dos meses de janeiro a junho do ano passado.
Baixa nas vendas
O volume comercializado de bebidas das operações brasileiras da Ambev registrou retração no segundo trimestre, pois foi prejudicado pela elevação da carga tributária no setor – anunciada em abril – e pela base de comparação mais forte com 2010. No ano passado, a Copa do Mundo de Futebol manteve aquecido o consumo de bebidas num trimestre tradicionalmente fraco. Entretanto, em termos de receita, houve avanço.
De abril a junho, o volume vendido no país, passou de 25,372 milhões de hectolitros em 2010 para 24,972 milhões de hectolitros neste ano, recuo de 1,6%. Já a receita líquida avançou 4,3%, para R$ 3,891 bilhões, principalmente devido aos aumentos de preços de produtos efetuados pela companhia. No segundo trimestre do ano passado, a cifra foi de R$ 3,730 bilhões. O Custo do Produto Vendido (CPV) do período foi de R$ 1,927 bilhão, alta de 7,9%, decorrente dos maiores custos com matérias-primas e embalagens e da menor diluição dos custos fixos.
O Ebitda “normalizado” das operações brasileiras subiu 9,9%, para R$ 1,850 bilhão, com margem Ebitda “normalizada” de 47,6%, 2,4 pontos porcentuais acima da do segundo trimestre de 2010. “Os resultados no Brasil demonstram nossa habilidade em gerar crescimento lucrativo apesar do cenário negativo de volume no curto prazo. Fomos capazes de crescer nossa margem Ebitda principalmente em função da nossa estratégia de preços e de iniciativas de gerenciamento de despesas”, disse o presidente da Ambev, João Castro Neves, em relatório de resultados.
Somente de cerveja, a queda em volume foi de 2,6% (18,436 milhões de hectolitros) e o aumento de receita líquida atingiu 5,3%, para R$ 3,261 bilhões. A receita líquida por hectolitro (ROL) avançou 8,1%, para R$ 176,90. O Ebitda subiu 10,9%, para R$ 1,563 bilhão, com margem de 47,9%, 2,4 p.p. superior.







