Nobel de economia diz que demanda interna livra Brasil da crise mundial

Em: 26 de agosto de 2011
O Brasil e a China devem continuar crescendo, apoiados nas demandas internas, mesmo no cenário de crise econômica na Europa e nos EUA, importantes mercados consumidores dos produtos exportados pelos dois Brics
O Brasil e a China devem continuar crescendo, apoiados nas demandas internas, mesmo no cenário de crise econômica na Europa e nos EUA, importantes mercados consumidores dos produtos exportados pelos dois Brics

O Brasil e a China devem continuar crescendo, apoiados nas demandas internas, mesmo no cenário de crise econômica na Europa e nos EUA, importantes mercados consumidores dos produtos exportados pelos dois Brics.
A avaliação foi feita por Joseph Stiglitz em entrevista a jornalistas ontem à tarde durante o “4º Lindau Meeting on Economic Sciences”, em Lindau, na Alemanha, que reuniu economistas premiados com o Nobel.
Stiglitz, ganhador do Nobel em 2001 e que foi vice-presidente do Banco Mundial de 1997 a 2000, disse que Brasil e China “têm um grande mercado interno que deve continuar dando suporte economia”.
O economista citou várias vezes o Brasil como “exemplo de sucesso” na estabilização econômica.
“O país não apenas controlou a inflação, mas também está reestruturando toda a economia, o que é fundamental para um crescimento sustentável”, afirmou, ao criticar, referindo-se aos EUA e à Europa, “políticas econômicas que têm foco apenas na inflação e se esquecem da estabilidade financeira”. “Agora as autoridades (que agiram dessa forma) percebem que foi um erro”, completou.
Stiglitz destacou ainda que “o maior problema para um governo não é o tamanho do deficit, mas a forma como o dinheiro é gasto”.

Crise

Durante as apresentações no seminário, o economista defendeu que os modelos macroeconômicos adotados “fracassaram” por não terem previsto a crise financeira de 2008 que “as autoridades monetárias permitiram o crescimento de bolhas concentrando as atenções apenas na inflação, em parte porque os modelos sugeriam que manter a inflação baixa era quase suficiente para eficiência econômica e crescimento”.
“O incrível é que ainda existam defensores dessas teorias macroeconômicas, embora o mundo hoje seja outro”.

Contraste

Enquanto isso, o bilionário Warren Buffett saiu em resgate de mais um dos grandes bancos norte-americanos. Seu conglomerado Berkshire Hathaway investirá US$ 5 bilhões no Bank of America, entrando em cena para apoiar a instituição da mesma forma que ajudou a sustentar o Goldman Sachs durante a crise econômica global.
A ação pretende restaurar a confiança na instituição financeira, cujas ações caíram 52% no ano passado em meio a temores sobre os problemas do banco com hipotecas e à preocupação de que teria de vender grandes quantidades de ações para equilibrar seu balanço.
O banco informou em comunicado ontem que venderá à Berkshire 50 mil ações preferenciais perpétuas com dividendos acumuláveis de 6% ao ano. As ações do maior banco dos Estados Unidos em ativos registravam alta de 12% nesta tarde, após valorização de 22% antes da abertura dos negócios.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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