O Estado do Amazonas contribui com aproximadamente 2,5 milhões de hectares de área conservada para o Mosaico da Amazônia Meridional (cerca de 34,7%), que inclui ainda áreas dos Estados de Mato Grosso e Rondônia, além de Unidades de Conservação federais, totalizando aproximadamente 7 milhões de hectares. A portaria 332 assinada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, foi publicada do Diário Oficial da União, na última sexta-feira, 25, reconhecendo o novo mosaico, que reunirá 40 unidades de conservação estaduais e federais abrangendo áreas do sul do Amazonas (Mosaico do Apuí), Norte e Noroeste do Mato Grosso e Leste de Rondônia, no sentido de fortalecer a barreira contra o desmatamento, através de um modelo diferenciado de desenvolvimento para a região sob bases ambientais e socialmente sustentáveis.
“A iniciativa desse Mosaico preserva a identidade e autonomia dos Estados, além de favorecer uma gestão integrada e contribuir com a biodiversidade e valorização das populações locais”, ressalta Nádia Ferreira, titular Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Mosaico Apuí
Ao longo de seis anos (2005-2011) de existência do Mosaico do Apuí, o governo do Amazonas, por meio da SDS (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), realiza trabalhos de conservação, otimização dos recursos naturais, além de gestão e monitoramento do Mosaico do Apuí. As ações são executadas pelo CEUC (Centro Estadual de Unidades de Conservação), órgão gestor das unidades de conservação estaduais, que conta com a parceria do ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Fundo Mundial da Natureza (WWF-Brasil), Instituto Pacto Amazônico (IPA), prefeituras locais, dentre outras instituições.
A região sul do Estado do Amazonas, onde o Mosaico do Apuí está localizado, é uma das áreas mais ameaçadas pelo avanço da fronteira do desmatamento, conhecida como “Arco do Desmatamento”. O conjunto de nove UC (Unidades de Conservação), em quatro categorias (parques e florestas estaduais, Reservas de Desenvolvimento Sustentável e Reservas Extrativistas) que o formam, é adjacente a diversas áreas protegidas fazendo parte agora de uma importante iniciativa de gestão estratégica integrada entre os governos estaduais na criação do Mosaico.
O Mosaico Apuí é indispensável para se atingir o objetivo de consolidar uma barreira contra o avanço do desmatamento. É uma fonte importante de serviços ambientais, através da proteção de nascentes, igarapés e rios de porções significativas de cinco meso-bacias (alto e baixo Juruena, Cunamã, Aripuanã, Guariba e Roosevelt) e a quase totalidade da Bacia do Bararati. Armazena ainda amplos estoques de carbono nos seus ambientes predominantemente florestais e conta com as belezas cênicas de suas cachoeiras, sítios históricos e arqueológicos, além de uma formação geológica rara: o Domo do Sucunduri. “Entendemos que estamos no caminho certo no sentido de proteger nossos recursos florestais, acho que esse é o papel do nosso governo”, diz Nádia Ferreira.
Governo cria mosaico contra desmatamento
Em: 31 de agosto de 2011
O Mosaico Apuí é indispensável para se atingir o objetivo de consolidar uma barreira contra o avanço do desmatamento
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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