Indústria comemora redução

Em: 2 de setembro de 2011
A redução da Selic (taxa básica de juros) que passou de 12,5% para 12% ao ano, anunciada ontem pelo Copom (Comitê de Política Monetária), foi bem recebida por representantes da indústria e do comércio no Amazonas
A redução da Selic (taxa básica de juros) que passou de 12,5% para 12% ao ano, anunciada ontem pelo Copom (Comitê de Política Monetária), foi bem recebida por representantes da indústria e do comércio no Amazonas

A redução da Selic (taxa básica de juros) que passou de 12,5% para 12% ao ano, anunciada ontem pelo Copom (Comitê de Política Monetária), foi bem recebida por representantes da indústria e do comércio no Amazonas.
De acordo com o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Silva, a medida é importante para a economia enfrentar as dificuldades originadas com a nova crise mundial. “A redução de 0,5% indica que o Banco Central abre um novo ciclo de flexibilização monetária. A nova postura no equilíbrio da utilização das políticas monetária e fiscal é uma necessidade, pois torna possível reduzir os juros e manter a estabilidade econômica, embora exija maior esforço no controle dos gastos”, avaliou.
Segundo ele, no Amazonas, o resultado vai impactar os bens produzidos e comercializados via financiamento, a exemplo de motocicletas, condicionadores de ar split e televisores, uma vez que a selic é sentida diretamente nas parcelas. “O resultado aumenta as nossas expectativas de produção e faturamento recorde em 2011, mas os reflexos da medida irão depender dos desdobramentos da crise e de suas implicações na economia do país”, ponderou.
Para o presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Felix, os reflexos só deverão ser sentidos no nos próximos três ou quatro meses.
O presidente do Sindicato da indústria de alimentação e bebidas de Manaus, Carlos Rosa também acredita que o benefício será sentido a longo prazo. “O resultado é bom, mas só será realmente representativo caso a Selic continue caindo pelo menos na próxima reunião. De qualquer forma, a indústria já respira mais aliviada”, esclareceu.
Segundo Carlos Rosa, para o setor de indústria de alimentação e bebidas – que apresentou queda de 15,3%na produção industrial de acordo com o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – o novo índice é positivo, “mas ainda é cedo para mensurar os efeitos porque continuamos trabalhando com a maior taxa de juros do mundo”, lembrou.

Comércio

Para o vice-presidente da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), a maior preocupação do Copom ao tomar a decisão é não permitir o arrefecimento da economia, e ao mesmo tempo não deixar a inflação decolar.
Para o vice-presidente do Corecon-Am (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Ailson Rezende, é preciso analisar mais profundamente a decisão do Comitê. “A taxa caiu 0,5 pontos enquanto as elevações anteriores sempre foram de 0,25%. Isso ocorreu porque a economia estava desaquecida de forma preocupante e se fez necessário dar um novo impulso ao setor. Acontece que juros mais baixos aquecem a economia, mas podem alavancar a inflação”, explanou.
O que o governo está tentando fazer, de acordo com a análise do economista, é encontrar um equilíbrio entre taxa inflacionária e dinamismo da economia.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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