Seringueiros podem alavancar economia do AM

Em: 2 de setembro de 2011
A Amazônia é o grande celeiro de seringais nativos abandonados com potencial de recuperação de produção
A Amazônia é o grande celeiro de seringais nativos abandonados com potencial de recuperação de produção

A Amazônia é o grande celeiro de seringais nativos abandonados com potencial de recuperação de produção. O estudo ‘Avaliação da cadeia produtiva da borracha natural em seringais nativos no município de Lábrea, Estado do Amazonas’, do mestre em Agricultura no Trópico Úmido pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Edinaldo Lopes de Oliveira, aponta essa possibilidade que pode colocar o Estado entre os principais produtores.
Segundo Oliveira, o estudo teve como objetivo avaliar a cadeia produtiva da borracha natural em seringais nativos naquele município, investigando o sistema produtivo de acordo com as circunstâncias das seringueiras em diferentes períodos do ano. Toda a pesquisa foi financiada pelo Posgrad (Programa Institucional de Pós-Graduação Stricto Sensu) da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas).
O pesquisador constatou que a cadeia produtiva está incompleta, uma vez que o setor industrial para produção não existe em Lábrea. “Mas a implantação da fábrica de pneus em Manaus possibilitará o aumento da produção estadual, que é de 2% de látex coagulado”, apontou.
Ele afirma, ainda, a existência de alguns entraves que dificultam a atividade extrativa e destaca também a inexistência de registro fundiário de posse da terra dos seringalistas, a dificuldade de aquisição de insumos de produção, a falta de capacitação de técnicos e seringueiros, falta de capital de giro e de comercialização e escoamento da produção.

Perspectivas para o futuro

Suprindo todos esses entraves, o pesquisador aponta para a possibilidade do aumento do número de seringueiros, passando de dois mil para cinquenta trabalhando em seringuais nativos. Mediante essa projeção, o pesquisador afirma que isso pode alavancar novamente a produção de borracha natural no Estado de forma que as necessidades da indústria abastecidas por látex sejam supridas.
“Vejo com bons olhos e boa expectativa o retorno dessa atividade extrativa, tendo em vista que pode-se gerar emprego e renda ao seringueiro, bem como pode contribuir para preservação e manutenção da floresta, pois a extração de látex não é uma atividade predatória e sim de subsistência do caboclo”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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