TV com internet vira novo risco

Em: 13 de setembro de 2011
Um estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no último dia 5, propôs ao governo que todo aparelho que ofereça serviço de conexão a internet seja considerado bem de inclusão digital e seja inserido na Lei de informática
Um estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no último dia 5, propôs ao governo que todo aparelho que ofereça serviço de conexão a internet seja considerado bem de inclusão digital e seja inserido na Lei de informática

Um estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no último dia 5, propôs ao governo que todo aparelho que ofereça serviço de conexão a internet seja considerado bem de inclusão digital e seja inserido na Lei de informática. O boletim demonstra que com a convergência digital, a produção de televisores, especialmente no PIM está sob risco, uma vez que o próprio conceito de televisão está em xeque. O alerta foi dado ontem pelo Deputado Federal Francisco Praciano (PT).
“A convergência digital – o conceito de tudo em um – transformou a TV em um celular, um grande tablet. O que pode ser feito em um também pode ser feito em outro, de ouvir músicas a conectar a internet”, explicou.
Dessa forma, segundo o parlamentar, torna-se cada vez mais difícil excluir o produto da lista de bens de informática o que acarretaria perda de vantagens de produção do PIM, repetindo o destino dos tablets.
Para ele, as emendas inseridas na MP 534, que considera como tablets somente produtos com tela entre 140 e 600 cm² e sem função de controle remoto visando preservar o benefício fiscal da produção de televisores do PIM são um analgésico.
“As medidas para que a tv não seja atingida pela lei de informática é um grande analgésico, mas não vai curar a dor de cabeça. Além disso, a produção de tablets não gera grande número de empregos, não traz tantos benefícios para o Amazonas e precisamos isentar as empresas de uma grande quantidade de impostos”, criticou.
De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco, a solução é arranjar mecanismos que propiciem novos investimentos a outros tipos de produtos. “Observar segmentos que estão em expansão e que mais na frente funcionem como alternativas para a continuação do nível de produtividade do Polo. Mais do que nunca precisamos diversificar”.
Já o analista econômico da Fieam, Gilmar Freitas, acredita que por enquanto não há risco para o setor, mas concorda que é preciso ficar atento. “Se houver qualquer movimentação nesse sentido, vamos lutar para impedir”, garantiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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