As empresas com até nove pessoas empregadas são as que menos conseguem se manter no mercado. A constatação faz parte do estudo Demografia das Empresas 2009, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados apontam que as empresas de menor porte predominam tanto na entrada no mercado como na saída. Segundo o estudo, 79,9% dos estabelecimentos que entraram no mercado em 2009 não tinham empregados e 18,4% tinham de uma a nove pessoas assalariadas.
O mesmo movimento é constatado quando se analisam as saídas: 88,5% das empresas que deixaram o mercado não tinham pessoal assalariado e 10,8% tinham de uma a nove pessoas empregadas. “Isso significa que 98,3% das empresas que entraram no mercado e 99,3% das que saíram do mercado, em 2009, tinham até nove pessoas assalariadas”, constatou o IBGE.
Os dados indicam que, entre as empresas sobreviventes, 46,2% não tinham pessoal assalariado, 42,5% tinham de um a nove empregados e 11,3% tinham dez ou mais pessoas assalariadas. Essas empresas respondiam por 73,1% do total do pessoal ocupado e por 83,7% do pessoal ocupado assalariado.
Entre as empresas sem pessoal assalariado, 67% são sobreviventes. Nas empresas com um a nove funcionários, essa taxa sobe para 89%, saltando para 96% quando envolve aquelas com dez ou mais pessoas ocupadas.
Empresas ativas
O Brasil registrava, em 2009, 4,3 milhões de empresas ativas, com idade média de 9,7 anos, que empregavam 34,4 milhões de pessoas e pagavam – a título de salários e outras remunerações – R$ 476,7 bilhões.
O estudo feito com base no Cadastro Central de Empresas (Cempre), do próprio IBGE, indica que das 34,4 milhões de pessoas ocupadas, 82,2% – o equivalente a 28,2 milhões de trabalhadores – eram assalariados e 17,8% (6,1 milhões) estavam na condição de sócio ou proprietário.e empresas) eram “sobreviventes”, ou seja, eram empresas já ativas em 2007 e que permaneciam nesta condição em 2009.
Sudeste e Sul concentravam mais de 70% das empresas do país







