ALE intervém para que serviços na área da RMM não sejam paralisados

Em: 13 de outubro de 2011
A comissão de trabalhadores expôs aos deputados a difícil situação dos lancheiros, taxistas e mototaxistas
A comissão de trabalhadores expôs aos deputados a difícil situação dos lancheiros, taxistas e mototaxistas

A falta de regulamentação das atividades fluviais na área da RMM (Região Metropolitana de Manaus) pode prejudicar 1.200 trabalhadores que prestam serviços em várias categorias. O problema levou à Assembleia Legislativa uma multidão de trabalhadores na última terça-feira, e roubou a cena das matérias polêmicas que seriam apreciadas na véspera do feriado de 12 de outubro.
À frente de uma comissão de trabalhadores, o presidente da Associação dos Prestadores de Serviços e Transporte Fluvial, Kléber Souza Pinheiro, expôs aos deputados a difícil situação dos lancheiros, taxistas, mototaxistas e trabalhadores de táxi-carga, que correm o risco de ter suas atividades paralisadas pela Secretaria da RMM. Os deputados Sinésio Campos (PT), Conceição Sampaio (PP), Francisco Souza (PSC), Vera Lúcia Castelo Branco (PTB) e Ricardo Nicolau (PSD) se solidarizaram com a comisssão de trabalhadores e prometeram encaminhar com rapidez a questão ao governador Omar Aziz, a fim de evitar o caos na área da RMM entre Manaus e a cidade de Iranduba.
O líder do governo, Sinésio Campos, ligou imediatamente para o governador em exercício José Melo, colocando-o a par da situação e demonstrando as consequências que adviriam com a paralisação dos serviços. Sinésio também acertou uma importante reunião, hoje, na ALE, envolvendo trabalhadores e representantes do primeiro escalão do governo estadual, incluindo a Secretaria da RMM e a Arsam (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas).“É preciso buscar uma solução rápida, pois os serviços não podem parar na área, já que afetam Iranduba e todo o seu entorno”, disse Sinésio da tribuna, ressaltando que a questão suscita outras como a preocupação com os hotéis de selva da região que faturam e precisam ser tributados pelo município.
“Os hotéis ganham muito e não retribuem ao município”, esclareceu. Sinésio entregou um documento dos trabalhadores ao governador contendo as propostas da Associação dos Prestadores de Serviço e Transporte Fluvial. Eles reivindicam a construção de um terminal de passageiros, com fluxo de carga e pessoas, próximo a Ponte Rio Negro, além da construção de uma escadaria de acesso ao porto próximo ao Terminal de Passageiros do lado de Iranduba, e nas proximidades da Ponte Rio Negro. Os trabalhadores propõem que os coletivos urbanos que fazem as linhas de Iranduba ao porto de acesso a Manaus passem a atravessar a Ponte Rio Negro até o pequeno Terminal de Passageiros do lado de Manaus, para que os munícipes de Iranduba possam ter fácil acesso aos demais destinos da capital, por meio das inúmeras linhas já existentes. Os coletivos, segundo a Associação, farão parada obrigatória no terminal de passageiros do lado de Iranduba, antes de atravessarem a Ponte Rio Negro para dar livre acesso e o direito de opção aos seus passageiros, caso queiram se utilizar dos serviços hidroviários dos lancheiros, que partirão deste ponto até os destinos já conhecidos de São Raimundo e Centro. A Associação propõe garantia legal da preservação dos direitos ao uso exclusivo desta rota pelos prestadores de serviço de transporte de Iranduba.
A Associação também propõe a isenção total dos custos de travessia ou pedágio aos prestadores de serviço de transporte de passageiros e mercadorias de Iranduba.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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