Saldo de vagas formais volta a cair em setembro no Amazonas

Em: 19 de outubro de 2011
Foram 3.319 postos de trabalho com carteira assinada contra as 4.182 vagas mantidas em agosto.No entanto, na comparação com igual período do ano passado, quando foram gerados 2.974 postos de trabalho, o resultado foi positivo, de acordo com dados do Caged
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Foram 3.319 postos de trabalho com carteira assinada contra as 4.182 vagas mantidas em agosto.No entanto, na comparação com igual período do ano passado, quando foram gerados 2.974 postos de trabalho, o resultado foi positivo, de acordo com dados do Caged

O saldo de empregos no Amazonas voltou a cair em setembro. Foram 3.319 postos de trabalho com carteira assinada contra as 4.182 vagas mantidas em agosto. No entanto, na comparação com igual período do ano passado, quando foram gerados 2.974 postos de trabalho, o resultado foi positivo, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
“Não é um dado negativo, apesar da retração em relação a agosto”, defendeu o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco.
Segundo ele, o terceiro trimestre (julho, agosto e setembro), geralmente se configura como mais fraco, e por esse motivo o resultado não causa surpresa. Segundo os dados do Caged, mesmo com esse número de contratações, na comparação com os anos anteriores, o desempenho de setembro só perde para o mesmo período de 2009 (+4.587), 2008 (+4.077) e 2003 (+3.481).
Para Périco, as contratações devem ser incrementadas a partir dos próximos meses. “A partir de agora as contratações aquecem com a chegada dos temporários. No último trimestre geralmente há um incremento maior por conta do Natal, especialmente no comércio. Além disso, fica a torcida de que os temporários sejam efetuados no início do próximo ano”, destacou.
Já no acumulado dos primeiros nove meses do ano, o saldo de geração de empregos no Estado é de 44.124 vagas, praticamente o dobro do acumulado do ano passado (+23.201). Nesse contexto, obteve o melhor resultado da Região Norte, ficando acima do Pará (+41.254) e de Rondônia (+14.636).
Na análise do economista José Alberto Machado, esse resultado é o mais expressivo. “A comparação com o mês imediatamente anterior é importante, mas sazonal. O saldo acumulado do ano e a relação com o saldo de empregos gerados no mesmo período do ano anterior é que nos dão tranquilidade para afirmar que a situação de empregos no Amazonas passa por um bom momento”.
Para o economista, outubro já possui um novo panorama. “É um mês interessante porque é quando começam as demissões da indústria, mas ao mesmo tempo marca o início das contratações do comércio. De qualquer forma, a tendência é de crescimento porque inicia o trimestre mais importante do ano para a geração de empregos”, avaliou.

Indústria e Serviços lideram

Entre os segmentos, a indústria foi o setor que mais empregou, com 1.685 novas carteiras em setembro, e destaque para os subsetores de materiais elétricos e de comunicação (743 vagas) seguido da indústria mecânica (443) e da indústria química, que empregou 144 trabalhadores.

Setor de serviços é a maior surpresa

Ainda assim, registrou queda na comparação com agosto, quando foram criadas 2.458 vagas, embora no confronto com setembro de 2010 (+1.1156 vagas), o desempenho tenha sido ligeiramente superior.
A maior surpresa, no entanto, veio do setor de serviços que esse mês contratou 1.145 funcionários, quase dobrando o número de contratações que em agosto foi de 631 trabalhadores e ficando um pouco abaixo do resultado de setembro do ano passado (geração de 1.275 postos).
Entre os subsetores, destacou-se o de comércio e administração de imóveis. A presidente do Sindimóveis-AM (Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas), Jane Picanço, afirma que está havendo sim, uma contratação maior no setor.
“Quanto mais aumenta a quantidade de lançamentos imobiliários, maior o número de empregados. A área imobiliária depende diretamente da construção civil, mas se configura como de serviços porque é mais ampla envolvendo atividades administrativas, de decoração, arquitetura, cobrança, financiamento, etc. O mercado acelerou nos últimos meses e tem atraído grandes construtoras para Manaus, então não só estamos crescendo em quantidade de corretores, mas também na própria qualificação do serviço, com a criação de uma cultura de atendimento especializado”, comemorou.
A área da construção civil foi responsável por 342 empregos, desempenho inferior tanto em relação a agosto (+585 vagas), quanto a setembro, quando foram criadas 401 novas vagas.
Já o comércio, que em setembro assinou 237 novas carteiras de trabalho, gerou 412 empregos em agosto e 143 em setembro do ano anterior.

Brasil

O Brasil registrou a criação de 209.078 vagas em setembro, o menor número para o mês desde 2006, quando o país criou 176.735 postos de trabalho.
Esse resultado é 15,3% menor do que o verificado no mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 246.875 postos de trabalho. Na comparação com agosto, o número representa alta de 0,56%.
No acumulado, o Brasil já gerou mais de 2 milhões de empregos formais (2.079.188), 5,78% a mais do que o estoque de empregos dos doze meses do ano passado.
De acordo com o MTE, nos primeiros seis meses de 2011, os salários médios de admissão revelaram um aumento real de 6,16% em relação ao mesmo período de 2010, passando de R$ 885,36 em 2010, ra R$ 939,90 em 2011.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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