Ministério disciplina convênios com ONGs

Em: 4 de novembro de 2011
Depois do escândalo do suposto desvio de recursos para ONGs no Ministério do Esporte, repasses serão investigados
Depois do escândalo do suposto desvio de recursos para ONGs no Ministério do Esporte, repasses serão investigados

O “Diário Oficial” da União publicou em sua edição de quinta-feira uma portaria que disciplina o procedimento para a avaliação da regularidade de execução dos convênios, contratos de repasse e termos de parceria com ONGs (organizações não governamentais), celebrados no âmbito do Ministério da Justiça.
A decisão ocorre após determinação da presidente Dilma Rousseff de suspender por 30 dias o pagamento de convênios com ONGs.
Os repasses, que serão avaliados por uma Comissão Técnica a ser criada, serão os celebrados até 19 de setembro de 2011, e o resultado deverá sair até 29 de novembro.
Os órgãos integrantes da estrutura organizacional do Ministério da Justiça terão até o dia 10 de novembro para elaborar um parecer sobre a regularidade da execução do contrato, submetê-lo ao dirigente máximo do órgão e encaminhar os documentos para o gabinete do ministro.
Então, o ministro José Eduardo Cardozo decidirá pela regularidade ou não da execução.

Crise

A medida ocorre em meio à crise no Ministério do Esporte após a denúncia de um esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que dá verba a ONGs para incentivar jovens a praticar esportes.
A acusação foi feita à revista “Veja” pelo policial militar João Dias Ferreira. Ele e seu motorista disseram em entrevista à revista que o então ministro Orlando Silva recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.
Orlando desqualificou o policial militar em entrevistas e nas oportunidades que falou do assunto e disse que as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU (Tribunal de Contas da União) investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao autor das denúncias.
O Esporte disse que Ferreira firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006, que não foram executados. O ministério pede a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios.
Orlando deixou o governo na semana passada, e foi substituído por Aldo Rebelo. Após ser confirmado na pasta, Aldo cancelou sete convênios do programa Segundo Tempo.
Os contratos suspensos somam R$ 9,4 milhões e alguns deles envolvem instituições ligadas ao PC do B citadas em escândalos nos últimos dias.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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