Mas, se por fora Manaus é um espetáculo de natureza, o mesmo não se pode dizer do centro da cidade. Para Roberto Moita eis um dos grandes entraves para o turismo na capital. “Recuperar o Centro é a grande missão de Manaus hoje. Apesar de termos embriões como exemplo de recuperação como é o caso de ‘ilhas’ como o Largo de São Sebastião, Largo do Mestre Chico, Parque Senador Jefferson Peres, Praça da Polícia e Praça da Saudade, é preciso muito mais”, declara. “Claro que essa ‘ilhas’ servem de parâmetro do que poderia ser feito em todo o Centro de Manaus”, reconhece. Para Roberto Moita, é preciso a união entre o público e o privado. “Temos que descobrir quem acredita no Centro. A sociedade não acredita no Centro e os camelôs contribuem para essa descrença”, afirma o arquiteto.
O historiador Otoni Mesquita vê na arquitetura um atrativo para o turismo. “Tem muita coisa, mas, está faltando foco. Temos, por exemplo, prédios grandes e pequenos do século XIX espalhados pelo Centro”, afirma. Ainda segundo Mesquita, outros componentes podem ser agregados como atrativos. “As palafitas, apesar de maltratadas, são parte da estética de Manaus. São casas de duas ou três cores, modestas, mas, muito mais significativas do que algumas construídas por novos ricos que são horrorosas”, critica. Ele também destaca os logradouros públicos. “Contra a minha vontade indico os parques temáticos como o Senador Jefferson Peres que infelizmente é um modelo que descaracterizou o Igarapé de Manaus”, lamenta. “Claro que não vou condenar os governantes porque a área em si estava muito mal tratada, mas, aterrar não é uma boa saída”, argumenta. Quanto ao verde, Otoni Mesquita é taxativo. “Temos ilhas como o Inpa, Floresta do Campus da Ufam, Corredor do Mindú, Reserva Duck que são fragmentos, o resto é só discurso”, dispara.
Centro x camelô
Em: 31 de dezembro de 2011
Mas, se por fora Manaus é um espetáculo de natureza, o mesmo não se pode dizer do centro da cidade. Para Roberto Moita eis um dos grandes entraves para o turismo na capital.
Redação
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