Segundo dados divulgados pela Seguradora Líder, empresa que administra o seguro obrigatório de veículos (DPVAT), a cada 30 segundos é registrado um acidente de trânsito no Brasil e, todos os dias, pelo menos 160 pessoas morrem em decorrência de acidentes nas estradas e vias urbanas em todo o país. Tem sido assim nos últimos cinco anos e, na maioria dos casos, as vítimas são os próprios condutores. Esses números fazem com que o Brasil ocupe o 5º lugar na lista de classificação mundial em mortes no trânsito. A maioria dos acidentes é causada pela má conduta dos motoristas ou pela falta de atenção e educação no trânsito. Os dados despertaram a atenção da educadora Maria do Perpétuo Socorro Miranda de Aquino que, sensibilizada com a situação, desenvolveu o projeto ‘Trânsito x Educação: consciência adquirida em parceria com a escola’. A iniciativa envolveu os alunos do ensino fundamental da Escola Estadual Prof. Djalma Batista, na zona sul de Manaus, e pessoas da comunidade.
De forma simples a ação, fomentada pelo governo do Amazonas, via Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), por meio do PCE (Programa Ciência na Escola), buscou respostas para as principais questões comportamentais dos condutores da capital. Ela explicou que, primeiramente, precisaram analisar a realidade do trânsito local e, a partir daí, buscaram referências teóricas.
“Tivemos que estudar o código de trânsito e desenvolver materiais didáticos e pedagógicos para trabalharmos na escola e nas ruas da capital. A iniciativa visava promover a coletividade, via participação dos alunos e comunidade, com discussões sobre o exercício da cidadania, a mobilidade e acessibilidade para todos, bem como os papéis de cada indivíduo. Tudo isso permite garantir o direito de ir e vir de todo o cidadão”, explicou.
Para Aquino, é necessário que os condutores sejam sensibilizados e conscientizados a respeito dos problemas de trânsito. “A imprudência dos condutores é um dos fatores que mais causa acidentes no trânsito, pois os mesmos não respeitam as leis do Código de Trânsito Brasileiro e, principalmente, não respeitam a vida de outras pessoas, tornando-se assim referência negativa para quem os cerca”.
Como resultado, Aquino conseguiu o envolvimento de toda a comunidade escolar, levando os alunos a campo. Eles foram às ruas e conversaram com os condutores. O objetivo foi mostrar que é necessário respeitar as leis de trânsito, respeitar os pedestres e que cada um deve fazer a sua parte para diminuir o índice de acidentes.
Sobre o PCE
O programa apoia, com recursos financeiros e bolsas, sob formas de cotas institucionais, estudantes dos ensinos fundamental e médio integrados no desenvolvimento de projetos de pesquisas de escolas públicas.






