Centrais sindicais criticam corte “tímido” na Selic

Em: 19 de janeiro de 2012
Para o presidente da Força Sindical, a queda é insuficiente para animar setor produtivo
Para o presidente da Força Sindical, a queda é insuficiente para animar setor produtivo

Centrais sindicais criticaram a decisão do Banco Central de reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic.
Força Sindical, CGTB, CTB, Nova Central Sindical e UGT consideram a redução “tímida” e acreditam que é preciso avaliar que o mercado de trabalho tem diminuído o ímpeto de geração de empregos, ao mesmo tempo em que a indústria tem piorado seu desempenho nos últimos meses.
“Apesar da redução, o país ainda mantém o posto de campeão dos juros altos. Enquanto a Europa e os Estados Unidos vivem o agravamento da crise, a saída para o Brasil é o fortalecimento da produção e do mercado interno e o Estado deve comandar este processo induzindo o desenvolvimento com corte drástico dos juros e ampliação das políticas públicas”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
O dirigente sindical espera que os reflexos da redução da Selic cheguem também aos clientes dos bancos. “Não basta apenas reduzir a taxa Selic. É preciso acabar também com a aberração dos juros praticados pelos bancos, que continuam nas alturas.”
Para Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, a queda é insuficiente para animar o setor produtivo.
“Infelizmente, os tecnocratas do Copom não estão dando ouvidos à sociedade, que pede uma redução acelerada em nome de um maior crescimento econômico. O Copom perdeu uma ótima oportunidade, neste início de ano, de sinalizar positivamente para o setor produtivo, gerador de emprego e renda, sobre a importância de a economia ser estimulada.”

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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