DISPUTA – Dividido, PT adia escolha de novo líder na Câmara

Em: 26 de janeiro de 2012
Dois nomes permanecem na disputa. José Guimarães (CE) tem apoio do governo, enquanto Jilmar Tatto (SP), do presidente da Casa, Marco Maia
Dois nomes permanecem na disputa. José Guimarães (CE) tem apoio do governo, enquanto Jilmar Tatto (SP), do presidente da Casa, Marco Maia

Maior bancada da Câmara, com 85 deputados, o PT vai entrar na primeira semana do semestre legislativo sem a definição de quem será seu novo líder. As articulações para a escolha, que começaram no fim do ano passado, foram adiadas para 7 de fevereiro. Até lá, uma comissão formada por petistas terá a missão de conseguir unir os deputados em torno de um dos dois nomes que permanecem na disputa: Jilmar Tatto (PT-SP) e José Guimarães (PT-CE).
Reunião ocorrida nesta quarta-feira em Brasília definiu o adiamento da escolha para 7 de fevereiro. “Tivemos um papo com os deputados da nossa bancada para equacionar o tema da transição. Refletimos que o principal ativo da bancada é a sua unidade”, afirmou o atual líder da legenda na Câmara, Paulo Teixeira (SP). Ele coordena um grupo de deputados encarregado de decidir quem vai comandar a bancada nos próximos anos. A conversa entre os petistas aconteceu antes da cerimônia no Palácio do Planalto, quando o governo liberava o ministro petista Fernando Haddad para disputar a eleição municipal em São Paulo.
Deputados repetem a palavra “unidade” à exaustão. Dentro da bancada, virou o mantra predileto. Em ano eleitoral, quando o Congresso deve ter uma pauta movimentada somente até julho, parlamentares ressaltam que, por ter o maior número de integrantes, a união será “fundamental para o sucesso” do governo de Dilma Rousseff.
Temas sensíveis para o Palácio do Planalto, como a criação da Funpresp (Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais), a Lei Geral da Copa, a divisão dos lucros do petróleo na camada pré-sal e o novo Código Florestal, devem ser votados até o meio do ano.
Depois, boa parte do Congresso vai se concentrar nas eleições municipais de outubro. Somente com a votação da Lei Orçamentária Anual de 2013 é que o Congresso voltará a ter movimento.
Comissões
Por conta desse hiato na programação da Câmara, a intenção dos petistas é dividir entre os principais grupos da bancada o poder para o próximo dois anos. Além de já definir o líder para 2012 e 2013, o PT pretende também já dividir o comando das comissões. No ano passado, o partido teve direito a quatro presidências. Entre elas, a da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a mais importante da Casa.
Por ser a maior bancada, o PT tem a prioridade na escolha e a maior quantidade de comissões permanentes da Câmara. Além da presidência, também são divididas proporcionalmente as vice-presidências e as secretarias de cada colegiado. O número de deputados também influi na quantidade de cargos comissionados no Legislativo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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