Na contramão das dificuldades vividas pelo setor de componentes no PIM, a coreana Samsung SDI estuda investir na fabricação de baterias compactas de Lithium Ion (íons de lítio) para celulares e notebooks, produto ainda não fabricado no país.
A intenção, revelada na terça-feira,14, pelo presidente da companhia, Sangjin Park ao superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Thomaz Nogueira, é considerada um bom sinal, não apenas para o segmento de componentes como para o de eletroeletrônicos e de bens de informática.
“O interesse da empresa demonstra que nós temos sim condições de atrair investimentos diferenciados e adensar a cadeia produtiva local”, destacou o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Esatdo do Amazonas), Wilson Périco.
Para o presidente da Aficam (Associação dos Fabricantes de Bens de Informática e Componentes da Amazônia), Cristóvão Marques, a iniciativa é bem-vinda e pode ser um vislumbre de tempos melhores para os componentistas que produzem para as fábricas de aparelhos celulares e de notebooks em Manaus.
“Além da Samsung, outras multinacionais estão decididas a fabricar não só baterias como outros componentes para o setor de eletroeletrônico, incluindo bens de informática”, acrescentou.
Ele destacou ainda que a produção de tablets também vai estimular a vinda de empresas para o PIM. “Mas para que isso ocorra temos que primeiro resolver o impasse com São Paulo”, lembrou, referindo-se a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o Estado de São Paulo que isentou os fabricantes de tablets na alíquota do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).
Em contrapartida, Wilson Périco alerta que projetos como esse só se tornarão reais se barreiras políticas forem superadas. “Sem uma maior agilidade na liberação de PPBs –Processos Produtivos Básicos– a produção de novos produtos não acontece”, ressaltou.
Reunião
Durante a reunião na Suframa, Sangjin Park revelou, de acordo com nota do Mdic, ter recebido convite de vários outros países para instalar a nova planta industrial, mas disse considerar o Brasil “um potencial mercado para este produto”. O presidente da companhia vai enviar técnicos ao Amazonas para iniciar as discussões em torno da instalação da fábrica no polo industrial.
Thomaz Nogueira, anda segundo a nota, colocou a Suframa à disposição para auxiliar a empresa no processo de ajuste do projeto às exigências da autarquia.







