Mesmo com pouca folga, o PIM conseguiu ultrapassar a previsão da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) de US$ 40 bilhões e geração de 120 mil empregos projetada para 2011. De acordo com os indicadores divulgados ontem, foram US$ 41,06 bilhões, superação de 16,6% frente ao acumulado de 2010 (US$ 35,21). A produção de motocicletas, televisores de LCD e aparelhos celulares puxaram o desempenho do polo.
O segmento de eletroeletrônico (exceto bens de informática) foi o que mais faturou no ano passado com US$ 12,24 bilhões, 15,51% a mais em relação a 2010. Em seguida, o polo de duas rodas aparece com o faturamento acumulado de US$ 8,66 bilhões (+ 24,32%) e o subsetor químico com o montante de US$ 4,99 bilhões (+18,92%).
Já a mão de obra registrada ao final de 2011, foi de 120.566 empregos, embora a média mensal do ano tenha sido de 119.445 postos de trabalho.
“Provamos com esse resultando que ainda temos condições de atração. Além disso passamos por um momento em que o tribunal começa a se manifestar a favor do Amazonas sobre a questão da guerra fiscal, o que deixa claro ao investidor que o PIM é um porto seguro de investimentos”, destacou o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, referindo-se à guerra fiscal com o Estado de São Pulo pela fabricação dos tablets.
Já a expectativa para esse ano em termo de faturamento e geração de empregos no PIM é considerada uma incôgnita para o analista econômico da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas.
“Isso porque nós contamos com a permanência do aquecimento do mercado interno e com relação às exportações também temos um mistério porque a crise da Europa e a recuperação lenta dos Estados Unidos nos leva a ter um quadro não muito favorável nesse sentido. Os empregos também poderão ser afetados, mas apostamos no esforço do governo federal, estadual e das empresas para equilibrar esse quadro”, avaliou.
Grupo de Trabalho
O economista revelou que as perspectivas para superar as metas já atingidas pelo PIM serão cogitadas em um estudo idealizado por um grupo de trabalho que dever apresentar iniciativas e projetos de diversificação do polo. “Temos que para que direcionar o esforço de todos os órgãos para um crescimento mais especializado dos produtos da ZFM. Se nós quisermos produzir tudo o que aparece, sempre teremos problemas com outros Estados. Então é preciso afunilar as potencialidades e definir o que realmente vale a pena”, explicou. De acordo com ele, o estudo que deverá ter início em um prazo de 90 dias deve propor uma política que poderá servir de base para uma definição do governo federal com relação aos PPBs (Processos Produtivos Básicos). “Com a definição de prioridades, podemos ter mais agilidade na aprovação dos PPBs e atrair mais empresas de alguns setores que vão ser identificados nesse estudo”, acrescentou.
Deverão compor o grupo, instituições como Fieam, Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Suframa, Seplan e federações como a da agricultura e do comércio.







