Selic deve chegar ao mínimo histórico

Em: 16 de março de 2012
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) avalia que existe a possibilidade de a taxa básica de juros ser reduzida a patamares considerados ligeiramente acima do mínimo histórico
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) avalia que existe a possibilidade de a taxa básica de juros ser reduzida a patamares considerados ligeiramente acima do mínimo histórico

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) avalia que existe a possibilidade de a taxa básica de juros ser reduzida a patamares considerados ligeiramente acima do mínimo histórico (8,75%). Segundo a ata da última reunião do Copom, ocorrida na semana passada, os técnicos, ao considerarem as projeções de inflação e os riscos associados à economia brasileira, terminaram atribuindo “elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”.
Na última reunião, o Copom reduziu a Selic (taxa básica de juros) em 0,75 ponto percentual. A taxa baixou de 10,5% para 9,75% ao ano, diferentemente do que até então esperava a maioria dos analistas financeiros – queda de 0,5 ponto percentual. A redução, porém, não foi unânime, com cinco diretores a favor da redução de 0,75 ponto percentual e dois a favor de 0,5.
Para os integrantes do comitê, ocorreram mudanças estruturais significativas na economia brasileira que determinaram recuo nas taxas de juros em geral, e, em particular, na taxa neutra (permite crescimento da economia, sem pressões inflacionárias). Outros fatores seriam a “redução dos prêmios de risco, consequência direta do cumprimento da meta de inflação pelo oitavo ano consecutivo, da estabilidade macroeconômica e de avanços institucionais”, destacam os técnicos.
Além disso, reforça a ata, o processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, pelo aprofundamento do mercado de crédito bem como pela geração de superávits primários consistentes com a manutenção de tendência decrescente para a relação entre dívida pública e PIB (Produto Interno Bruto).
Para o Copom, as mudanças devem continuar, “embora, em virtude dos próprios ciclos econômicos, reversões pontuais e temporárias possam ocorrer”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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