Filiada ao Departamento de Estado Americano, a Education USA, localizada no Centro de Manaus, oferece gratuitamente serviços e informações voltados a estudos nos Estados Unidos . “A educação nos EUA é prioridade, uma prova disso é que as cinco melhores universidades do mundo são de lá, e isso faz muita diferença no currículo de um profissional que quer se destacar no mercado”, disse a orientadora de estudos no exterior, Isa Carmen Akel.
Ela conta que são ao todo 450 escritórios da Education USA espalhados por todo o mundo, sendo mais de 20 apenas no Brasil localizados em várias instituições parceiras sob coordenação da Comissão Fulbright. “A de Manaus conta com a parceria do Icbeu (Instituto Cultural Brasil Estados Unidos), que é uma instituição sem fins lucrativos e oferece serviços a comunidade em geral, como por exemplo, a biblioteca e o escritório, qualquer pessoa pode vir até nós”, informou Isa.
Entre os serviços que a Education USA oferece à população amazonense são informações sobre graduação, pós-graduação, residência médica, curso de inglês intensivo, técnicos e de curta duração. “Além disso, orientamos sobre processo de admissão nas universidades americanas, como carta de recomendação, prova de admissão, entre outros”, disse a orientadora, que comunica que também fazem traduções certificadas de históricos escolares, diplomas e outros documentos para fins de admissão. Para qualquer um deles é necessário que haja um agendamento prévio, via e-mail.
A Education USA também divulga oportunidades de bolsas de estudos nas escolas e universidades americanas. “Recebemos bastante oportunidade, mas infelizmente muitos perfis não se encaixam”, lamentou Isa, que comenta que há seis anos é oferecido anualmente ao Amazonas seis bolsas para estudantes tecnólogos, mas ao longo desse tempo apenas seis passaram. “É uma bolsa que ele vai ter tudo pago, até mesmo a taxa do visto, mas a maior parte dos interessados não possui o inglês”, explicou.
Vagas para bolsas de estudos são pouco preenchidas no AM
No ano passado, apenas uma aluna foi aprovada, o restante das vagas são enviadas para o Nordeste do país e rapidamente são preenchidas. A previsão é que, no segundo semestre do ano, abram novas oportunidades de bolsas para cursos de tecnólogo e superior.
Isa aconselha que quem deseje obter uma bolsa de estudos para os Estados Unidos busque desde cedo, ainda na adolescência, fazer um curso de inglês. “Uma língua a gente não aprende em um ano, é preciso anos de estudo”, frisou a orientadora, que aconselha também ao aluno buscar ter um bom histórico escolar. “É preciso ser um estudante acima da média, ter um diferencial, já tivemos alunos que tinham uma excelente fluência no idioma, porém como já havia sido reprovado uma vez em uma matéria, não conseguiu garantir a bolsa”, lembra.
Outra dica da orientadora é procurar fazer atividades extracurriculares e trabalhos voluntários, pois isso mostra que possui interesse em melhorar o mundo. “Isso é algo que conta bastante na seleção da bolsa, pois é algo que os americanos valorizam”, aponta Isa, que conta que o Icbeu tinha bolsista que resolveu dar aulas de inglês em casa para crianças de sua rua e depois se candidatou a uma bolsa e conseguiu estudar nos Estados Unidos.
Ela acrescenta que os cursos mais procurados pelos amazonenses são os cursos superiores, em universidades na Flórida ou Califórnia, por conta da proximidade. “A Education USA não vende cursos ou pacotes, o trabalho desenvolvido pelo escritório é apenas de indicação”, salientou Isa.
Ela fala que recebe e-mails de profissionais pedindo indicação de cursos em instituições americanas. Em média, o ensino superior nos EUA chega a custar, a cada ano, U$ 50 mil, já ensino médio chega a custar U$ 12 mil. Ela informa que atualmente a Universidade da Califórnia está oferecendo o curso de inglês, até setembro, em Irvine, por quatro semanas a U$ 2.850, estada, taxa de matrícula e translado.







