Demissões no PIM somam 8.673

Em: 14 de junho de 2012
O Sindmetal-AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas) anuncia a demissão de 35 funcionários somente nessa quarta-feira
O Sindmetal-AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas) anuncia a demissão de 35 funcionários somente nessa quarta-feira

O Sindmetal-AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas) anuncia a demissão de 35 funcionários somente nessa quarta-feira (13). No primeiro quadrimestre, o Polo Industrial de Manaus demitiu 8.673 funcionários. Destes, 35% eram diretamente ligados ao setor de duas rodas. As demissões atingiram empregados dos setores metalúrgico, duas rodas e eletroeletrônico.
Segundo o presidente do sindicato, Valdemir Santana, a fase mais crítica já foi superada. “As demissões tendem a diminuir a partir de julho”, torce. No primeiro bimestre de 2012, por exemplo, foram homologadas 3.535 demissões no PIM, 1.504 a mais do que no ano passado.
Entre as demissões – todas partindo da Yamaha, Santana destacou que quatro dos 35 funcionários ocupavam cargos de chefia na empresa e vieram de outros Estados para assumirem as vagas na capital amazonense.
Segundo a assessoria de comunicação da Yamaha, os motivos das demissões estão relacionados à adaptação aos novos moldes da linha de produção. “Em uma fase promissora, chegava-se a produzir e vender 21 motos por mês. Atualmente, produz-se apenas 20 mil e dessas, apenas 14 mil são vendidas”, explica Santana, que também é industriário da marca. Com um estoque mensal de 6 mil novas motos, a opção foi alterar a capacidade produtiva à demanda atual.
Para o secretário de comunicação do Sindmetal-AM, Sidney Malaquías, o polo de duas rodas ainda é o setor mais afetado com a crise econômica. “Uma série de fatores vinham prejudicando a produção e demitir seria a última opção”, lamenta.
Malaquías conta que as fábricas de ar-condicionado passaram pro problemas semelhantes no começo de 2012, mas com as novas alíquotas de importação, o quadro de funcionários já se normalizou.
O presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do PIM), Cristóvão Pinto, enfatiza a relação direta entre a crise instalada pelo setor de motos e os entraves enfrentados para aprovação de crédito. “Os bancos afirmam que vão mudar, que vão ampliar a faixa de financiamentos, mas não é o que vemos no mercado”, atesta. Além disso, o representante aponta os altos encargos em telefone e energia elétrica.
De acordo com dados cedidos pelo Sindmetal-AM, a Honda é quem mais demite. Por se tratar de uma das maiores empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus, ela chegou a demitir 422 funcionários apenas no primeiro trimestre deste ano. No comparativo com o ano passado, 88,4% superior a marca, quando houve 224 demissões.
Na tentativa de evitar novas demissões, o sindicato assinou um acordo com as indústrias de duas rodas (Honda, Yamaha e Dafra). No documento apresentado no começo deste mês, as empresas se comprometem em aumentar um dia de folga para os funcionários a fim de comprimir as produções. Somente a Dafra se pronunciou e garantiu que não haverá alteração no programa industrial.
Atualmente, Santana diz que 20 mil pessoas trabalham nas empresas de motos do PIM.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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