Setor pesqueiro mantém produtividade

Em: 27 de junho de 2012
Expectativa dos representantes do setor é de 87 mil toneladas de pescado até dezembro deste ano
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Expectativa dos representantes do setor é de 87 mil toneladas de pescado até dezembro deste ano

Pescadores fecham o primeiro semestre com saldo positivo. Apesar dos impactos sofridos com as cheias do rio Negro, a Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) anuncia que a produção dos primeiros seis meses de 2012 totalizou 38 mil toneladas comercializadas. Para o chefe de Departamento de Pesca de Aquicultura da secretaria, Ivo Calado, o ano tende a alcançar a média de 87 mil toneladas até dezembro.
Levando em consideração que os meses de setembro, outubro e novembro são considerados o ponto máximo de produção no Amazonas, estima-se que as 49 mil toneladas sejam produzidas até o final do ano.
“A expectativa é positiva para o segundo semestre. Ainda não há com o que se preocupar”, destaca o especialista. Até junho de 2012, já são mais de 45 mil pescadores profissionais registrados pela Sepror.
Este número aumenta quando considerado também o volume de pesca produzido pelos pescadores ribeirinhos. O total salta de 87 mil toneladas para 216,479 mil toneladas ao ano.
Segundo Calado, as perdas também foram sentidas para os pescadores, mas em outros aspectos. “O pescador que vive às margens do rio perdeu a casa, teve transtornos na hora de transportar os pescados”, exemplifica. A produção não afetou diretamente o volume produzido, mas trouxe outros prejuízos.
Em um comparativo, as outras culturas contabilizaram mais perdas do que a pesca. Se um piscicultor precisou investir na construção de muros de proteção em seus viveiros com tábuas de madeiras ou instalação de telas resistentes, por exemplo, o pescador se beneficiou com a fulga desses peixes para o rio.
De acordo com o técnico do Idam (Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas), Oyama Rodrigues Pedraça, é importante que os pescadores ribeirinhos continuem desenvolvendo as atividades independente dos fenômenos da natureza. “Não há como controlar o volume das águas nas cheias nem sua ausência no período de seca. Precisamos aprender a nos adaptar”, destaca.
O deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) defendeu, nessa terça-feira (26), uma mobilização conjunta do poder público, iniciativa privada e lideranças para fortalecer as atividades econômicas de pesca e piscicultura no Estado. A declaração foi feita durante sessão especial na Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas) que homenageou o Dia do Pescador.
“Tenho certeza de que esse setor pode multiplicar por 10 ou por 20 o número de empregos, o número de pessoas que vivem da pesca e da piscicultura. Nós temos esse potencial, então é preciso investir e explorar esse segmento ao máximo com inteligência e sustentabilidade”, afirmou Nicolau.
Nicolau destacou as ações que o governo do Estado desenvolve no setor pesqueiro, por determinação do governador Omar Aziz, mas reconheceu que é necessário atrair mais parceiros. “É um papel de todos. É o momento da classe estar unida para buscar empresários que queiram investir e ampliar esse mercado”.
Apesar de o Amazonas deter a maior produção de peixes de água doce do país, o mercado local ainda importa pescado de estados como Roraima e Rondônia para atender à demanda. Esse cenário, frisou o presidente, inviabiliza exportações da produção do Estado para o restante do Brasil e exterior.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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