Preocupação com meio ambiente leva empresário a apostar na sustentabilidade. Há cinco anos Manuel Alberto de Lima decidiu criar a TKS Serviço e Comércio, que através da reciclagem de jornal velho cria embalagens que substituem o isopor. “Além de ser um produto biodegradável, por não prejudicar o meio ambiente, ele é em média 50% mais barato que o isopor”, destacou o empreendedor.
Os calços em polpa moldada, assim como são conhecidas as embalagens, oferecem esta mesma característica ao seu uso. “Eles protegem os mais diversos tipos de equipamentos eletrônicos, como impressora e aparelho de som, sem danos a seus componentes”, disse Manuel, ao apontar que é uma alternativa de embalagem ecologicamente correta e atende plenamente a preocupação com o meio ambiente e a responsabilidade social.
Entre os benefícios da reciclagem estão a economia de 20 mil litros de água e 1.200 litros de óleo combustível para cada tonelada de papel, além de substituir o plantio de até 350 m2 de monocultura de eucalipto. Além disso, 50kg de papel reciclado evitam o corte de uma árvore de 7 anos. “O isopor leva cem anos para se decompor, já as embalagens sustentáveis se molharem se deterioram facilmente”, comenta o proprietário da TKS, fábrica que atualmente, com uma mão de obra de sete funcionários, produz em média 2.500 embalagens por dia.
Empresas mostram preocupação ambiental
Segundo o empresário, algumas empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus), inclusive as que exportam produtos, já aderiram às embalagens. “Porque países como a China, por exemplo, exigem que a mercadoria venha embalada com produto reciclável, eles têm essa preocupação”, revelou Manuel.
Entretanto, Manuel conta ainda que o uso dos calços em polpa moldada ainda é pouco conhecido pelos empresários amazonenses. “Visitamos muitos locais e geralmente os empresários não conhecem as embalagens e muito menos os benefícios que eles podem ter ao aderirem”, ressaltou o empreendedor que disse acreditar que essa seria uma forma também deles mostrarem aos seus clientes a preocupação da marca com o meio ambiente.
Ele avalia que em parte isso se dá devido às poucas fábricas de reciclagem que atuam na cidade. “Infelizmente, esse é um mercado muito fechado ainda, não é explorado como devia, mas há demanda para isso, então acredito que produtos sustentáveis, como as embalagens, serão considerados do futuro”, apontou.







