Bancários buscam ampliar movimento no Amazonas

Em: 21 de setembro de 2012
A greve dos bancários continua ganhando força no Amazonas. Segundo dados cedidos pelo Seeb-AM (Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários do Amazonas), mais de 1.200 trabalhadores em Manaus cruzaram os braços na quinta-feira
A greve dos bancários continua ganhando força no Amazonas. Segundo dados cedidos pelo Seeb-AM (Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários do Amazonas), mais de 1.200 trabalhadores em Manaus cruzaram os braços na quinta-feira

A greve dos bancários continua ganhando força no Amazonas. Segundo dados cedidos pelo Seeb-AM (Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários do Amazonas), mais de 1.200 trabalhadores em Manaus cruzaram os braços na quinta-feira (20). Para o presidente da entidade, Nindberg Barbosa dos Santos, a tendência é a paralisação de todas as agências na capital.
Segundo a Contraf/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), foram mais de 7.300 agências de bancos -entre públicos e privados- que mantiveram as portas fechadas no terceiro dia de movimento grevista. O cálculo é baseado nas informações cedidas pelos 137 sindicatos que integram o comando nacional de greve da categoria.
Em Manaus, 42 agências integram o número quantitativo nacional. “São mais de 60% dos bancários do Estado parados”, destaca o diretor sindical Jilmar Bandeira.
Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Santander foram unânimes e mantiveram todas as agências fora de funcionamento. Parte das agências do Basa (Banco da Amazônia) e do Banco do Brasil também não operou. Enquanto os funcionários do HSBC abriram apenas uma agência, o Bradesco fechou duas unidades (localizadas no Boulevard e na Cidade Nova). Os bancários do Itaú ainda estão resistentes à ação e somente a unidade da Cidade Nova não abriu.

Reivindicações da categoria

Com data-base em 1º de setembro, o sindicato no Amazonas alega que a negociação nacional teve início em agosto. Entre as reivindicações: R$ 622 em benefícios, criação do 13º auxílio-refeição, auxílio creche mensal de R$ 301,94 por filho com idade até 6 anos, amenização no nível elevado das metas, fim da rotatividade, melhores condições de trabalho e segurança nas agências.
Além disso, a categoria pede reajuste de 10,25% (o que equivale a 5% de aumento real somado ao percentual acumulado da inflação em 2011) com piso salarial de R$ 2.416,38 (para bancários que exercem a função de caixa e jornada de seis horas) e três salários mínimos como participação nos resultados.
Em nota, a Fenaban não deu previsão quanto ao atendimento das reivindicações dos grevistas.

Serviços

Apesar da greve, a população não pode deixar de pagar faturas, boletos bancários ou qualquer outra cobrança. Por isso, o presidente do Seeb- AM explica que as empresas credoras e concessionárias de serviços devem oferecer outras formas e locais de pagamento.
O titular do sindicato alerta que os consumidores podem realizar operações bancárias como pagamentos de contas, depósitos ou saques por outros meios que não as agências bancárias. “As casas lotéricas e os caixas eletrônicos não sofreram influência da greve”, diz. A internet é outra opção. O portal da Febraban aponta os canais que ainda podem ser utilizados (www.febraban.org.br).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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