O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem que a universalização do acesso à internet dentro do Plano Nacional de Banda Larga será puxada pelas conexões móveis. “Estamos prevendo que 70% dos domicílios terão internet, mesmo que por meios móveis, pela deficiência de infraestrutura. As tecnologias móveis vão seguir como vertente da expansão da internet”, afirmou, durante apresentação em fórum de TI. Essa é a meta prevista para até 2014. O plano deverá ganhar um incentivo a partir do ano que vem, com medidas específicas de universalização da internet.
Segundo o ministro, outro foco da expansão da internet serão os serviços de TV por assinatura via cabo, cuja lei específica foi alterada recentemente para permitir que empresas com capital majoritariamente estrangeiro atuem nesse mercado. “A Anatel já passou a conceder licenças para cabeamento, o que é fundamental para expansão da internet e da TV por assinatura”, afirmou, acrescentando que setor de TV paga deverá crescer em torno de 30% este ano.
Sobre a tecnologia de quarta geração (4G), Bernardo reafirmou que prevê o funcionamento desse sistema, conforme as regras do leilão de obrigações para as empresas, até maio de 2013. Mas ressaltou que até o final deste ano alguns aparelhos compatíveis com o 4G já estarão nas lojas. Além disso, Bernardo disse acreditar que a migração da base de usuários para o 4G poderá descongestionar as redes 3G.
Desoneração de smartphones
Os decretos sobre a desoneração tributária dos smartphones, o compartilhamento das redes e o regime especial de incentivo à construção de infraestrutura de banda larga fixa e móvel deverão sair em outubro. “Está tudo pronto para despacho (na Casa Civil)”, afirmou, antes de participar da palestra no Fórum Global de TI. Segundo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, todas as propostas devem ser encaminhadas de forma conjunta.
Bernardo reafirmou que a intenção é tornar os preços dos smartphones mais acessíveis já para este Natal. Ele disse que as empresas já estão com lançamentos preparados, apenas à espera do decreto. O ministro criticou ainda a carga tributária do setor, que não pune as empresas, mas sim os consumidores.






