Taxa do cartão registra queda

Em: 16 de outubro de 2012
A sexta redução de juros aos consumidores deste ano alcançou pela primeira vez a taxa do cartão de crédito, estável há 33 meses
A sexta redução de juros aos consumidores deste ano alcançou pela primeira vez a taxa do cartão de crédito, estável há 33 meses

A sexta redução de juros aos consumidores deste ano alcançou pela primeira vez a taxa do cartão de crédito, estável há 33 meses. A queda reflete o esforço dos bancos públicos para atacar a única linha voltada a consumidores ainda inalterada -entre cinco pesquisadas pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças)-desde a movimentação do setor financeiro para diminuir o custo financeiro no país, iniciado em abril. Em resposta à pressão do governo, Caixa e Banco do Brasil anunciaram diminuições de até 40% para o rotativo do cartão de crédito no início de setembro. Ambos já haviam forçado mudanças em outros produtos de crédito, como o financiamento de veículos.
A taxa média para o cartão caiu de 10,69% em agosto para 10,41% ao mês em setembro, o menor nível desde junho de 2008 (10,4% ao mês), de acordo com a pesquisa mensal da Anefac. Todas as outras linhas apuradas no levantamento também recuaram e derrubaram, assim, a taxa média geral para pessoas físicas ao menor nível histórico da pesquisa, em 5,81%, ou 96,93% ao ano. Esta é a primeira vez que a taxa média fica abaixo de 100% ao ano.
A Anefac espera novas reduções nos próximos meses puxadas pela melhora da economia, maior competição no setor e melhora nos índices de inadimplência. A entidade lembra ainda que alguns cortes para os juros do cartão de crédito já anunciados passam a valer apenas a partir deste mês. Considerada uma linha de fácil acesso, a modalidade é apontada como grande vilã ao bolso dos brasileiros.
Para evitar uso inadequado, especialistas recomendam que os consumidores não tenham mais de um cartão de crédito e que tentem acompanhar a fatura pela internet para pagar à vista. Caso a dívida já tenha sido contraída, a dica é trocá-la por uma mais barata, como o crédito consignado.

BC deve avaliar cenário

O economista e ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto afirmou nesta segunda-feira que o corte da Selic na semana passada, de 7,50% para 7,25% ao ano, encerrou a série de reduções da taxa básica de juros neste ano. Segundo ele, o Banco Central deve esperar para analisar os efeitos sobre a economia dos cortes promovidos até o momento e das medidas de estímulo anunciadas.
“O governo já deu muitos incentivos de forma que seja bom parar um pouquinho para verificar seus efeitos”, declarou Delfim Netto, após ser homenageado com o 16.º Troféu Guerreiro da Educação, entregue pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e pelo jornal O Estado de S.Paulo.
Delfim Netto disse confiar na análise do BC e que a instituição tem instrumentos mais sofisticados que os analistas para avaliar a economia do País. “Na minha opinião, o BC tem se comportado de uma maneira muito conveniente para o desenvolvimento brasileiro ”

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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