A agilidade das mudanças que ocorrem no mundo corporativo exigem profissionais que saibam captá-las, compreendê-las e adequar-se a elas. “A sociedade brasileira passa por um momento de transformação em relação à importância que atribui ao desenvolvimento dos profissionais no local de trabalho. E esta tendência deverá continuar pelos próximos anos”, avalia o consultor Alfredo Castro, diretor-sócio da MOT -Treinamento e Desenvolvimento Gerencial.
Ele afirma que são dois os fatores que estimulam este fenômeno:a ampliação de mecanismos e sistemas tecnológicos -que faz com que o profissional precise comunicar-se de forma polivalente, por meio de novas maneiras de compartilhar e transmitir o conhecimento -e o investimento em novos setores, que exige que uma empresa não apenas encontre profissionais diferenciados, mas também, ao contratá-los, tenha capacidade de desenvolver seus talentos, treiná-los e retê-los.
Para que uma empresa alcance o sucesso dentro desse contexto, é fundamental que os líderes que nela trabalham saibam como lidar com essas novas demandas. “É preciso desenvolver características específicas. E isso pode ser feito por meio de treinamento”, ressalta Castro.
Segundo Castro, essas características são “treináveis”. Ele explica que nos projetos de treinamento os profissionais são estimulados a maximizar seus pontos fortes e a minimizar seus pontos fracos, a fim de tornarem-se líderes mais eficientes e eficazes.
De acordo com o consultor, um líder se desenvolve em seu local de trabalho por meio da chamada “Regra 10-20-70”. Segundo esta regra, 10% do desenvolvimento profissional está ligado ao aprendizado: cursos diversos, e-learning, livros, MBA e outros programas de educação. Os 20% referem-se às ações realizadas e fomentadas pelo próprio líder ao qual aquele profissional se reporta. Já os 70% correspondem à experiência empírica, à prática diária de um profissional. “É preciso aprender com o desafio”, afirma Castro.
Para que haja uma mudança de comportamento, que adeque o profissional a esse novo cenário, é preciso refletir sobre como se podem melhorar os resultados obtidos. “São as crenças que levam um profissional a ter um comportamento específico e é esse comportamento que gera os resultados. Se o resultado não é satisfatório, é preciso abandonar comportamentos inadequados, manter os adequados e incluir novos comportamentos para melhorar cada vez mais os resultados”, indica.
Erros na liderança
Alfredo conta que há dois erros mais cometidos pelos profissionais. “Primeiro é aquele líder mais tradicional, que é autoritário e acha que sabe de tudo, ele peca por perceber que a sociedade evoluiu, é preciso haver mais diálogo e, que a experiência é determinante para garantir aprendizado”, disse.
O outro é o líder que é jovem e talentoso, porém não possui experiência. “Ele não sabe liderar, foi promovido pelo seu currículo, entretanto não procura saber como é estar na condição de um líder”, comenta o especialista, que ressalta que o país vive num cenário de falta de profissionais na área de liderança.
Ele analisa que o Brasil cresce, mas não há líderes para esse crescimento e, isso acontece em todos os setores. “Isso acontece por falta de preparo realmente, os profissionais estão mais preocupados na certificação do ensino superior e não na formação estruturada do papel do líder”, aponta Castro.







