Sistema movimenta R$ 52,6 bilhões e cresce 6,3%

Em: 19 de outubro de 2012
O Sistema de Consórcios movimentou R$ 52,6 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, confirmando sua importância no Sistema Financeiro Nacional
O Sistema de Consórcios movimentou R$ 52,6 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, confirmando sua importância no Sistema Financeiro Nacional

O Sistema de Consórcios movimentou R$ 52,6 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, confirmando sua importância no Sistema Financeiro Nacional. Com significativa participação das atividades nos segmentos industrial, comercial e de prestação de serviços, teve alta de 6,3% sobre o mesmo período do ano passado (R$ 49,2 bilhões). Os maiores negócios foram verificados no setor de veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas) com R$ 24,2 bilhões, seguido pelo de imóveis com R$ 13,2 bilhões e pelo de motocicletas com R$ 9,9 bilhões.
O setor de pesados, que inclui caminhões, tratores, implementos rodoviários e agrícolas, termômetro da economia, chegou aos R$ 5,1 bilhões. Com totais menores, porém importantes em seus mercados, os eletroeletrônicos atingiram R$ 142,9 milhões, e o de serviços com R$ 48,4 milhões.
As vendas de novas cotas, um dos principais indicadores do interesse pelo mecanismo, acumularam 1,67 milhão de janeiro a agosto deste ano, 1,8% maior que as 1,64 milhão totalizadas nos mesmos meses de 2011. As contemplações, momento em que os consorciados vão ao mercado para adquirir bens e serviços, somaram 807,6 mil (jan-ago/2012), 13,7% superior às 710,2 mil (jan-ago/2011) anteriores.
Segundo o presidente executivo da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Paulo Roberto Rossi, “os resultados obtidos nesses oito meses, mostram que o consumidor continua considerando o planejamento financeiro como importante ferramenta de decisão para a aquisição de bens e serviços. Consumindo de forma consciente e responsável, o brasileiro, ao analisar as opções disponíveis no mercado, vem aderindo ao consórcio como forma econômica de poupar, mas com objetivo determinado”.

Consórcios como bem de futuro

Pesquisa realizada recentemente pela Quorum Brasil, a pedido da ABAC, mostrou em múltipla resposta, que 8,97 consorciados em 10 apontam os consórcios como bem de futuro, índice superior à poupança (8,60), previdência privada (8,70), aplicação financeira (8,56) e ações (7,99) e inferior apenas aos imóveis (9,21). O levantamento também revelou que o percentual apurado em 2012 é maior que o de 2011.
Outro aspecto importante destacado na pesquisa foi a presença feminina que, de 2006 para 2012, vem aumentando de forma gradativa em alguns segmentos quando atingiu 155% no setor de eletroeletrônicos. Em segundo lugar, o setor de motocicletas com 63,6%, 45,8% em imóveis, e 35,7% em caminhões.
Segundo Rossi, “a mulher economicamente ativa vem ocupando funções de liderança como diretoria, gerência ou chefia em empresas e organizações, possibilitando assim ganhos maiores, revertendo-os tanto para a diversidade de consumo como na qualidade de vida familiar, o que a tem levado a adquirir bens duráveis por meio do Sistema”.
A soma dos participantes ativos chegou aos 5,04 milhões em agosto. Apresentou crescimento de 11,3% em relação aos 4,53 milhões do mesmo mês no ano passado. Ao longo dos anos, o crescimento tem sido gradativo e consolidado principalmente por utilizar um sistema de autofinanciamento, dispensar a utilização de dinheiro público e não gerar impacto inflacionário já que, por ser mecanismo regulador de demanda, torna a venda futura planejada e segura.
“O aumento de vendas de novas cotas”, explica Rossi, “sinaliza o contínuo interesse do brasileiro pelo consumo responsável, pelo planejamento financeiro e com consciência de que o consórcio nada mais é que uma poupança com objetivo definido, ideal para quem, de forma econômica, quer formar ou ampliar patrimônios pessoal, familiar ou empresarial e, assim, desfrutar de qualidade de vida”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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