O assoreamento do rio Negro e o desinteresse em discutir o problema

Em: 22 de outubro de 2012
A estação da seca deixa à mostra um dos fenômenos mais lamentáveis decorrente do crescimento desordenado das grandes cidades brasileiras: o assoreamento dos rios
A estação da seca deixa à mostra um dos fenômenos mais lamentáveis decorrente do crescimento desordenado das grandes cidades brasileiras: o assoreamento dos rios

A estação da seca deixa à mostra um dos fenômenos mais lamentáveis decorrente do crescimento desordenado das grandes cidades brasileiras: o assoreamento dos rios. O principal atingido agora é nada menos que o nosso rio Negro, um segundo maior rio da Bacia Amazônica em volume de águas e um dos mais importantes do mundo.
Vítima dos desmatamentos desordenados provocados por invasões e loteamentos ao longo dos principais igarapés de Manaus, o rio Negro recebe todos os anos em sua baía que domina a orla da cidade a jusante, um volume enorme de material resultante das erosões provocadas pelas chuvas e de detritos oriundos da atividade humana.
Sendo o Negro geologicamente um rio antigo e em sua etapa final de existência, o impacto ambiental sofrido em decorrência da pressão antrópica desordenada sobre as áreas verdes da cidade ganha força diante da sua pouca vazão, resultando no acúmulo do material sedimentar em seu leito já quase estrangulado.
Ali bem próximo ao incomparável desastre ambiental, que é o leito do rio seco e exposto aos olhares indiferentes, discute-se na Casa legislativa municipal o novo Plano Diretor de Manaus, onde o meio ambiente e as APPs fazem parte de um discurso que ignora o mal já praticado e procura empurrar para mais adiante qualquer solução urgente.
Os representantes do povo parecem não estar preparados para perceber a extensão do desastre ambiental que ocorre e se amplia de forma assustadora às vistas de todos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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