Editorial: O desafio de governar uma cidade que não foi planejada para crescer

Em: 26 de outubro de 2012
Neste domingo Manaus vai eleger o seu novo prefeito, que entre dezenas de problemas naturais de uma cidade com quase 2 milhões de habitantes
Neste domingo Manaus vai eleger o seu novo prefeito, que entre dezenas de problemas naturais de uma cidade com quase 2 milhões de habitantes

Neste domingo Manaus vai eleger o seu novo prefeito, que entre dezenas de problemas naturais de uma cidade com quase 2 milhões de habitantes, terá a responsabilidade de junto com o governador do Estado, concluir os preparativos para a Copa de 2014, o que por si já é um desafio dos maiores.
De saída o novo administrador (a) já sabe que a cidade de Manaus, que nesta semana completou 343 anos de existência, não foi planejada para crescer e se expandir sem grandes traumas logísticos. Ao contrário, é uma cidade de traçado irregular e mal realizado, o que resulta em gargalos incontáveis em suas vias de tráfego.
Como consequência, a mobilidade urbana se torna um transtorno tanto para os cidadãos quanto para os administradores, que ao longo dos anos vêm realizando intervenções seguidas para tentar minimizar os efeitos da construção desordenada de novos bairros, de loteamentos e de novas áreas comerciais e industriais.
E todos sabem que os efeitos dessas intervenções não são de todo satisfatórios, haja vista o traçado irregular e descontínuo das vias urbanas, que faz da circulação viária da cidade um gigantesco quebra-cabeças. Portanto, o item mobilidade urbana parece ser o desafio maior para o novo prefeito resolver em seus quatro anos de comando.
Nesse aspecto, uma boa equipe técnica pode ser o primeiro passo para se efetivar um planejamento que possa levar a bons resultados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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