Encerrada a campanha, a realidade bate à porta. É nessa nova conjuntura que Artur Neto (PSDB), se eleito domingo (28), procurará, já no dia seguinte, o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT), para importante reunião em que discutirão detalhes sobre a formação de uma Comissão de Transição para que o líder tucano fique a par da real situação da máquina administrativa e financeira do município. Ao Jornal do Commercio Artur reiterou que fará um governo técnico e austero, reduzindo e unificando secretarias, e estabelecendo parcerias com o governo federal e o governo do Estado para obras de impacto em Manaus.
Social
Artur garante que as atividades sociais serão prioridades do novo governo tucano e confirma a continuação de programas que deram certo na atual administração como “Carretas da Mulher”, “Leite do Meu Filho” e “Bolsa Universidade”. Independentemente de cores partidárias, ele diz que todos os bons programas de Amazonino serão valorizados por ele.
“Leilão”, não
Se eleito, o novo prefeito está determinado a mudar a prática política na capital, secularmente alicerçada no fisiologismo e clientelismo. “Não vou leiloar nada, comigo não haverá leilão, não faremos um governo para amigos”, enfatiza Artur, assegurando que seus secretários serão competentes e poderão ser demitidos se não se comportarem com rigidez e não corresponderem às expectativas.
Aliados
Outro detalhe é que ele valorizará os aliados proeminentes da coligação “O Futuro é Agora” no segundo turno: Henrique Oliveira (PR), Serafim Corrêa (PSB) e Pauderney Avelino (DEM). Ele destaca seu compromisso com a “Domingueira”, “Mãe Manauara” e “Um computador por Aluno”, além de acatar sugestões de Henrique e o programa de Pauderney sobre a mobilidade urbana.
Dilma
Artur aposta em boas relações com a presidente da República, Dilma Rousseff, para ajudar seu governo em Manaus. “Neste segundo turno ela foi elegante comigo, ao contrário de Salvador, onde radicalizou suas posições em relação ao deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto”, comenta. Segundo ele, Dilma foi bem mais amena que Lula em sua passagem por Manaus. Lula bateu duro no tucano. Dilma, não.
Inferno astral
Acusado de prepotência e de ter influenciado negativamente a campanha da comunista Vanessa Grazziotin no segundo turno do processo eleitoral em Manaus, o senador Eduardo Braga (PMDB) pode experimentar um inferno astral dos piores de sua trajetória política. Anda preocupado com 2014 devido à possibilidade de união do governador Omar Aziz (PSD) com Artur Neto, Serafim Corrêa, Henrique Oliveira e Pauderney Avelino. Sem contar ainda com Rebecca e Nejmi.
Espera
Vanessa Grazziotin (PCdoB) não sai totalmente derrotada da eleição. Se confirmar a vitória de Artur, ela garante os seis anos restantes do mandato sem maiores sobressaltos, já que o maior interessado em sua cassação era ele próprio. Já o senador Eduardo Braga (PMDB), que ao contrário de Omar é inimigo político do tucano, vai esperar o posicionamento dos integrantes da base aliada de Dilma em Manaus para definir o que fazer no futuro.
Multado
Procon, Dvisa e Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia baixaram no Carrefour do Centro e descobriram diversas irregularidades, principalmente com relação aos produtos perecíveis, estocados com temperatura abaixo do permitido. Por causa disso foi aplicada uma multa de R$ 30 mil. Tem gente que acha é pouco, pois eles não pagam mesmo. Seria bom os órgãos voltarem no dia seguinte para verificar se os problemas foram sanados.
Carlos Garcia
Talvez a nova geração não o conhecesse. Mas, Carlos Garcia, que morreu na última quinta-feira (25) foi um dos jornalistas do tempo em que a profissão era abraçada por idealistas. Garcia experimentou várias fases da vida. Assim como contribuiu em vários jornais como “A Notícia” e “A Crítica”, ele trabalhou também na “TV Baré” (“TV A Crítica”). Por último, Garcia era comissionado da Assembleia Legislativa. Assim como a família, muitos companheiros de profissão também ficaram tristes com a morte de Garcia.
Boatos
Circularam fortes boatos na última quinta-feira (25) sobre a saúde financeira do Estado. Falou-se até mesmo em um rombo milionário nas contas, mas o secretário de Fazenda, Ísper Abrahim, desmente tudo. A dívida, segundo ele, está sob controle, vem sendo paga em dia e o orçamento deste ano é executado sem sobressaltos. Ele aventa até a possibilidade de superávit, já que a indústria se recuperou no segundo semestre. Nada confirmado, entretanto.
Prosamim
Outro boato dava conta da insatisfação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com o ritmo das obras das novas etapas do Prosamim. De fato, o cronograma está um pouco atrasado, mas uma fonte de alto coturno da Unidade Gestora do programa garante que não incomoda muito ainda o principal parceiro e financiador. O problema é que, com o inverno chegando, a tendência é que o quadro se agrave.







