Prejuízo no varejo chega a 20%

Em: 1 de novembro de 2012
Ainda está sendo apurado o balanço dos prejuízos causados pelo temporal que assolou a cidade na noite de terça-feira (30).
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Ainda está sendo apurado o balanço dos prejuízos causados pelo temporal que assolou a cidade na noite de terça-feira (30).

Ainda está sendo apurado o balanço dos prejuízos causados pelo temporal que assolou a cidade na noite de terça-feira (30). Por tratar-se de uma situação adversa, a CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus) segue apurando manualmente as perdas de vendas, devido à falta de energia no escritório-sede. Uma prévia do dia demonstrou que até 20% de perda nas vendas do comércio varejista ocorreu nas zonas mais afetadas pelo temporal devastador.
Houve perda de produtos perecíveis de supermercados e lojas de conveniência, que fecharam por falta de energia. Quase 90% dos postos de combustíveis também fecharam. Só os que tinham gerador de luz permaneceram abertos. “O levantamento que nós temos até agora por segmento, por bairros e por lojas afetadas ficou entre 15% a 20% de perda de vendas, prejuízo para os lojistas e para a economia da cidade”, disse o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag.
Para o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ismael Bicharra, houve prejuízo pela perda do bem e pela falta de venda. No final do mês, grande parte de funcionários públicos já receberam o 13º salário e deixaram de comprar. Também ficou comprometida a perspectiva de vendas no final de semana prolongado com o feriado de finados. “O problema ainda não acabou, até que se recomponha tudo, tem mais tempo pela frente”, explicou.
Segundo o assessor de economia da Fecomercio, José Fernando Pereira, a entidade está em contato direto com a Defesa Civil, com o Corpo de Bombeiros, só que a demanda em cima deles está tão grande que ainda não tem uma noção exata dos prejuízos causados.
Pela quarta vez neste ano aconteceu este evento, com temporal dessa grandeza e as consequências foram corte no fornecimento de energia elétrica, mobilidade prejudicada e com a proximidade do final do ano preocupa a falta de um ‘plano B’ ou uma tentativa de minimizar os efeitos devastadores. “É difícil prever, a Eletrobras informou que 25% da cidade foi atingida pelo temporal. Mas não é só informar, tem que ter o ‘plano B’ não só em relação ao Natal, daqui a um ano e meio teremos os jogos da Copa e aí a coisa vai complicar”, informou José Fernando.
Também exemplificou que, com um dia de falta de energia elétrica na região Sudeste os setores todos se reuniram em Brasília para resolver o problema. “Aqui já faltou dez vezes e ninguém toma tento de nada. Plano B eu não sei, estamos abandonados aqui. A Eletrobras não dá a mínima atenção pra gente, ficam com evasivas e os prejuízos vão se acumulando. Deus nos livre que isso aconteça no Natal em pleno final de ano, porque não é só a luz, é a internet, a telefonia fixa e móvel, a mobilidade urbana, e outras ocorrências” concluiu o economista.
Em nota, a assessoria de imprensa da Eletrobras Amazonas Energia divulgou que os raios, rajadas de ventos de aproximadamente 60 km/h, informações da Infraero, acompanhadas de um grande volume de chuva, derrubaram árvores, placas, outdoors e outros objetos em cima da rede elétrica na noite da terça-feira (30), ocasionando o desligamento de 25% da energia na cidade de Manaus.
A tempestade teve início por volta das 21h20 e continuou por toda a madrugada. Vários pontos da cidade de todas as cinco zonas foram atingidos pela força do temporal, que arrasou residências, comércios e até algumas indústrias.
Por motivo de segurança e em virtude das incidências de raios, as equipes de Operação da Distribuição da Eletrobras Amazonas Energia não puderam atuar com mais agilidade dado o alto risco de descargas atmosféricas.
Mesmo com todo o cenário de destruição e com várias áreas sem energia elétrica, a empresa ressaltou que não houve desligamento geral. “Tivemos uma ocorrência de grande vulto e com dezenas de chamados por toda a cidade e, mesmo assim, não houve blecaute. Isso significa dizer que o sistema de proteção da empresa atuou de forma correta, isolando os pontos afetados e não permitindo que outras áreas fossem desligadas”, informou o diretor de Geração, Transmissão e de Operação para a Capital da Eletrobras Amazonas Energia, Tarcísio Estefano Rosa.
Até as 12h de quarta-feira (31), a empresa havia registrado o total de 726 reclamações e atendido o montante de 324 ocorrências. Dos 60 alimentadores de energia elétrica atingidos, 31 ainda continuavam desligados. Cerca de 15% da cidade ainda permanecia sem energia elétrica em virtude do volume de ocorrências. Um efetivo de 400 técnicos atua no atendimento aos chamados.
Parte de algumas áreas permanece sem energia elétrica. São elas: Centro, Aparecida, Santo Antônio, São Raimundo, São Jorge, Presidente Vargas, Compensa, Vila da Prata, São Jorge, Flores, Parque das Laranjeiras, Cidade Nova, Chapada, Parque Dez, Eldorado, Flores, Colônia Santo Antônio, Novo Israel, Alvorada 1, Bairro da Paz, Mauzinho, Distrito Industrial, Betânia, Crespo, São Lázaro, Morro da Liberdade, Dom Pedro, Kissia, Nova Esperança, São Jorge, Alvorada 3, Planalto, Nossa Senhora das Graças, São Geraldo e Coroado. A expectativa da empresa era de que até o fim do dia, 90% da rede estivesse restabelecida.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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