O governador Omar Aziz soltou um palavrão ao ler na imprensa as críticas que o prefeito em exercício, Massami Miki, havia feito à conservação dos conjuntos do Prosamim, remetendo a culpa ao Estado. Os dois nunca se bicaram, mas depois das declarações do vereador nissei, não é recomendável colocá-los em uma mesma mesa. Massami jura que não foi bem assim como os jornais publicaram, mas o estrago foi feito. O fato é que a prefeitura nunca assumiu de vez a limpeza e capinação dos conjuntos construídos pelo governo, com raras exceções, e os moradores reclamam muito disso.
Na mesa
Massami, por sinal, mostra-se inclinado a compor a chapa de Bosco Saraiva (PSDB) para a presidência da Câmara. Ele aguardava esta semana apenas uma conversa com o senador Eduardo Braga (PMDB), de quem se considera liderado, para definir o que fazer. Se confirmar a conversa, será mais uma baixa para o presidente Isaac Tayah (PSD) na busca pela reeleição.
Menos ele
Aliás, o mau humor de Omar com os aliados de Braga é evidente. Em conversa recente, o governador afirmou a um vereador que poderia ajudar todos, “menos Tayah”, na disputa pela presidência da Câmara. É que o presidente andou negando alguns pedidos, meio que ordens, emitidas pelo Palácio do Governo ao longo de sua gestão, entre eles a demissão de um servidor graduado, e isso desagradou profundamente o mandatário.
Magistrado
E por falar em Omar, ele confirmou, ontem, na sede da própria Aleam que não vai se meter na escolha do próximo presidente. O que ele quer e vai lutar é pela união da bancada, que atualmente parece não se entender. Até porque projetos importantes vão tramitar e o governo não pode ficar na incerteza da aprovação.
“Negão”
A quem possa estranhar ausência do nome de Amazonino Mendes da pesquisa que fez na semana passada para o governo e o Senado em 2014, o publicitário Durango Duarte manda dizer que aposta com quem quiser que o prefeito não terá saúde para disputar nem eleição para síndico de prédio. “Ele até quer, mas não vai conseguir”, dispara o dono da Perspectiva.
Disputa
É grande a disputa pelo cargo de ministro dos Transportes. A presidente Dilma Rousseff só descarta mesmo a volta de Alfredo Nascimento, mas trabalha com várias possibilidades, entre elas a entrega da pasta ao PSD, de Omar e Gilberto Kassab; ou ao PSB, de Serafim Corrêa e Eduardo Campos, ou ainda ao PMDB, que tem Eduardo Braga na frente da fila para sentar na cadeira.
Pedro Carvalho 1
A decisão do prefeito eleito Artur Neto (PSDB) em escolher uma equipe de transição eminentemente técnica foi aprovada pela população. Pelo menos, é o que se ouve na maioria dos comentários. Ao se cercar de antigos e novos colaboradores, Artur valoriza a experiência de cada um, trazendo para os tempos atuais o que de melhor eles possam oferecer. Um bom exemplo, é o engenheiro Pedro Carvalho, que tem na seriedade e no conhecimento técnico as maiores virtudes.
Pedro Carvalho 2
Pedro foi responsável por inúmeros trabalhos na área de transporte e trânsito. Iniciou a bilhetagem eletrônica, trocou o nome das linhas nos ônibus por números, municipalizou o trânsito, no início de 2000. Na EMTU, nas gestões do próprio Artur e na de Alfredo Nascimento, Manaus tinha a frota mais nova do Brasil. Com Alfredo, quase 60% dos ônibus tinham ar condicionado.
Expresso
Tratado como ponto negativo, o Expresso, para Pedro Carvalho, foi um projeto que não foi concluído. “A ideia do corredor exclusivo funciona muito bem em várias cidades. Tanto que o BRT, que hoje todos querem implantar, parte do mesmo princípio”, explicou Carvalho. Além dele estão na equipe de transição, Orlando Holanda, Jefferson Praia, Yuri Dantas e mais recentemente o arquiteto Roberto Moita. Todos liderados pelo economista Rodemark Castelo Branco.
Nejmi
A primeira-dama Nejmi Aziz parece que quer ir além das atribuições de responsável pelas ações sociais do governo Omar. Pelo discurso, diante das primeiras-damas dos municípios amazonenses, ontem, ela causou alvoroço, dentro da Secretaria de Cultura. Nejmi deixou claro que qualquer ação ou projetos na área cultural no interior tem quer ser tratado diretamente com o governador.
Recado
Como projeto cultural ela especificou a criação e instalação de bibliotecas, realização de festivais e festas comemorativas. Em tempos de reforma no primeiro escalão do governo do Estado, após o discurso, vários rumores começaram a surgir. O primeiro e mais forte é de que o recado tinha endereço certo: o secretário Robério Braga.







