É preciso mobilizar já para não chorar depois o leite derramado

Em: 29 de novembro de 2012
A unificação nacional do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) num patamar de 4%, pode causar uma verdadeira tragédia na arrecadação do Estado do Amazonas
A unificação nacional do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) num patamar de 4%, pode causar uma verdadeira tragédia na arrecadação do Estado do Amazonas

A unificação nacional do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) num patamar de 4%, pode causar uma verdadeira tragédia na arrecadação do Estado do Amazonas. Os primeiros cálculos apontam para perda de 75% de receita financeira. Como o ICMS está dentro do pacote de benefícios fiscais atrativos de empresas para o PIM, a medida se vier a ser tomada nos moldes propostos hoje pelo governo federal será mais um golpe mortal para o modelo implantado na região há mais de 40 anos. Como se percebe, o momento é delicado e necessita de atenção redobrada sobre as negociações que se travam no Planalto e que poderão ter consequências nefastas aqui na Planície. No entanto, o assunto ainda parece não despertar o interesse das autoridades. O Executivo estadual tateia em alternativas compensatórias pouco divulgadas, consequentemente desconhecidas de boa parte da população. No Legislativo, a base aliada não fala a mesma língua, ora por opiniões diferentes, ora por desconhecimento do tema, e, recentemente porque outro assunto, as eleições para presidente das Casas legislativas se tornou mais importante de que qualquer outra coisa a ser discutida nos seus plenários. A mesma falta de mobilização recai também sobre a bancada federal. Na esfera privada, o estado de letargia aparece como dominante. Por causa desse cenário, onde existe uma tragédia anunciada, se apela para uma grande campanha de mobilização já, assim como foi feita no Rio de Janeiro na questão dos royalties do petróleo. A hora é agora, depois poderá ser só lamentação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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