Novos prefeitos tomam posse pelo país

Em: 3 de janeiro de 2013
Em São Paulo, Fernando Haddad defende alto padrão de relacionamento com vereadores e coloca renegociação das dívidas como prioridade
Em São Paulo, Fernando Haddad defende alto padrão de relacionamento com vereadores e coloca renegociação das dívidas como prioridade

Os prefeitos que vão comandar as mais de 5,5 mil cidades brasileiras pelos próximos quatro anos começaram a ser empossados nesta terça-feira (2). Até o fim da noite, os novos mandatários e aqueles que se reelegeram terão assinado os termos de posse nas câmaras de vereadores e participado das cerimônias de transferência de cargo.
Em São Paulo, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) tomou posse como prefeito da maior cidade da América Latina defendendo uma boa relação com o Poder Legislativo. Para ele, os vereadores não são um obstáculo, e sim representantes da vontade popular. “São 55 vereadores e vereadoras que vão contribuir, não só com leis de iniciativa próprias, mas com o aperfeiçoamento das atuais leis. Queremos manter com esta Casa o mais alto padrão de relacionamento”, afirmou.
Em Manaus, o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), assumiu uma das maiores economias do País com grande expectativa. Durante a cerimônia de posse, o tucano garantiu atividades profundas logo nos 100 primeiros dias de gestão. Os desafios do novo prefeito manauara são grandes. Precisa resolver o problema crítico do abastecimento de água, asfaltar as ruas e bairros da cidade, intensificar a limpeza e organizar o trânsito.
Ex-deputado e líder do DEM na Câmara, ACM Neto disse, no discurso de posse em Salvador (BA), que é preciso respeitar a história da capital baiana. “Salvador não é um simples aglomerado urbano. Por isso não pode ser tratada de qualquer jeito. O prefeito precisa respeitar essa história”, afirmou. O demista ressaltou que vai precisar do “apoio de todos” para administrar uma cidade do “tamanho e da complexidade de Salvador”.
No Rio de Janeiro, o prefeito reeleito Eduardo Paes (PMDB) anunciou que a rede municipal de saúde passará a contar com sistema de ponto biométrico. A medida, que será implementada em um prazo de 180 dias, tem o objetivo de fiscalizar a presença dos médicos nos hospitais e clínicas da família. O peemedebista admitiu que ainda há um longo caminho a trilhar, mas que as desigualdades estão sendo deixadas para trás.

Novas eleições

Apesar de as posses terem ocorrido nesta terça-feira (2), nem todos os 5.564 municípios brasileiros sabem quais serão seus mandatários para os próximos quatro anos. De acordo com a Agência Brasil, haverá novas eleições em 59 cidades. Isso porque os candidatos que tiveram mais de 50% dos votos concorreram com os registros de candidatura indeferidos. Nestes casos, os presidentes das câmaras de vereadores irão assumir as prefeituras até que o novo pleito aconteça.
Em sete municípios as novas eleições já estão marcadas. É o caso de Guarapari (ES), onde a Justiça Eleitoral já convocou a nova votação para o dia 3 de fevereiro. Em Campo Erê (SC), Criciúma (SC), Tangará (SC), Balneário Rincão (SC), Bonito (MS) e Camamu (BA), os pleitos estão marcados para o dia 3 de março. Veja mais detalhes no infográfico.

Veja o perfil geral dos prefeitos

Homem, entre 45 e 59 anos, reeleito para mais um mandato de quatro anos. Esse é o perfil médio dos prefeitos que saíram vitoriosos das urnas em outubro para comandar os 5,5 mil municípios brasileiros, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações consolidadas dos dois turnos mostram que a política brasileira continua predominantemente masculina. As mulheres representam apenas 12% do total de prefeitos que tomaram posse em 1° de janeiro. São apenas 654 contra cerca de 5 mil homens.

Mapa partidário
Pelos dados do TSE, o partido que elegeu mais prefeitos foi o PMDB. Foram 1026, 168 prefeitos a menos do que nas eleições de 2008. O PSDB, segunda legenda com mais prefeituras pelo país, também diminuiu, caindo de 781 mandatários para 702. Já o PT subiu de 544 para 635 e o PSB de 308 para 440. O PSD, que não existia há quatro anos, elegeu 496 prefeitos. Entre eles, o primeiro em capitais, César Souza Junior, em Florianópolis (SC).
O partido comandado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi o que mais cresceu nas últimas eleições. Foram nada menos que 132 prefeituras a mais: 440 agora, contra 308 em 2008. O PT apresentou também crescimento, elegendo 91 prefeitos a mais que em 2008. Já os tucanos pioraram seu desempenho, elegendo 79 prefeitos a menos que em 2008. Ninguém caiu tanto quanto o DEM: foram 215 prefeituras a menos, na comparação entre 2008 e 2012.
A segunda credencial importante do PSB, é que será o partido no comando do maior número de capitais brasileiras: cinco. Uma delas é Belo Horizonte, capital do segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Também administra duas outras grandes cidades: Recife e Fortaleza. As outras duas capitais que serão comandadas pelos socialistas são Cuiabá e Porto Velho.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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