Mais 200 milhões para o orçamento

Em: 3 de janeiro de 2013
Economizar no custeio nos primeiros meses de governo para sobrar recursos que serão aplicados em investimentos estratégicos com o objetivo de responder, de forma imediata, às grandes demandas da cidade de Manaus
Economizar no custeio nos primeiros meses de governo para sobrar recursos que serão aplicados em investimentos estratégicos com o objetivo de responder, de forma imediata, às grandes demandas da cidade de Manaus

Economizar no custeio nos primeiros meses de governo para sobrar recursos que serão aplicados em investimentos estratégicos com o objetivo de responder, de forma imediata, às grandes demandas da cidade de Manaus. Essa é a filosofia do novo prefeito Arthur Neto (PSDB) e do seu vice, Hissa Abrahão (PPS), dispostos a enfrentar com coragem os problemas da cidade. Cortando radicalmente os gastos municipais, eles garantiram ao Jornal do Commercio que acrescentarão em torno de R$ 200 milhões à receita da prefeitura em 2013. “Vamos cortar na carne e, assim, teremos bons recursos para investimentos em obras urgentes que a cidade precisa”, disse o prefeito ao JC.
Arthur, que começou ontem (02) o mutirão de ações administrativas que prometeu para os primeiros cem dias à frente da prefeitura de Manaus, vai realizar urgente operação tapa-buraco no centro e nas grandes avenidas da cidade. “Vamos tapar buracos agora no inverno e recapear as ruas durante o verão, no segundo semestre do ano, não vamos enganar nem esconder nada de ninguém, vamos sempre falar a verdade”, enfatiza ele, confirmando que o seu “choque de ordem” estabelecerá o tráfego de carretas somente à noite e a reabertura do Mercado Adolpho Lisboa em 24 de outubro.
De acordo com o vice, Hissa Abrahão, secretário municipal de Infraestrutura, as ações de impacto da gestão tucana serão sentidas logo pela população e ressaltou que a contenção de despesas implicará em economia de gastos com energia elétrica e água, dentre outras coisas. “Vamos reduzir em 30% o nosso custeio e economizar 200 milhões este ano. A capacidade de investimento da PMM não vai passar de 500 milhões e desse montante o Arthur vai poder usar 40% para o que ele quiser”, afirma Hissa.
Além dos esforços da nova administração da capital, Arthur e Hissa confiam também na parceria com o governo do Estado para garantir o sucesso da operação tapa-buraco e sobre o elenco de ações necessárias para preparar Manaus para a Copa do Mundo de 2014. “Eu diria que 80 por cento da parceria com o governador Omar Aziz estão assegurados e tenho certeza de que o Arthur em breve anunciará boas novas sobre o Proama, ainda neste primeiro semestre, antes da Copa”, destaca Hissa, otimista sobre os entendimentos entre Arthur e Omar com relação ao evento da Copa. Ele diz apostar na parceria abrangendo o Proama (Programa Águas para Manaus) como forma de solucionar em definitivo a crise de água nas zonas Norte e Leste da cidade.
O vice-prefeito confessa sua disposição para atirar-se à execução do programa de medidas do novo governo municipal em seus primeiros cem dias, e observa que o prefeito está à vontade para demitir quem não corresponder aos desafios. “Quem não se adaptar aos novos tempos poderá ser demitido, até eu. O Arthur pode fazer isso nos primeiros cem dias e vou me esforçar para não ser demitido, todo mundo sabe que aquele que não corresponder ou não souber se justificar, terá que dar lugar para outro”, comenta.

Emparsanco

Hissa Abrahão esclarece já estar determinando rigorosa análise de todos os contratos envolvendo a PMM e a empresa Emparsanco S/A, que recebeu R$ 87 milhões da Prefeitura em 2009 para realizar serviços como manutenção e recapeamento de vias da capital denunciados como irregulares na imprensa. O caso virou escândalo e vai merecer especial atenção da parte da gestão Arthur Neto.
“Vamos ver a situação jurídica de cada contrato, tentaremos anular alguns e repactuar outros. Há a situação do fornecimento de 300 toneladas de asfalto por quatro empresas, quatro empresas que venceram a licitação”, comenta ele, informando que a análise dos contratos será feita com a ajuda do Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público. “Vamos analisar tudo e ver depois quem irá fornecer asfalto para os distritos de obras da PMM”, salienta.
O asfalto é um problema que Arthur e Hissa desejam resolver logo para dar praticidade ao programa emergencial de resgate urbano da cidade. “O nosso asfalto terá que ser de qualidade. Temos dois tipos de asfalto: um de alta e outro de baixa qualidade. Ao longo dos anos o segundo, por ser mais barato, foi o mais utilizado. Mas nós queremos usar o outro, de melhor qualidade, que é o asfalto usado na Estrada do aeroporto Eduardo Gomes, onde não se vê buraco. O dinheiro que economizaremos agora será aplicado no asfalto para não termos que fazer operações tapa-buracos anualmente”, finaliza.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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