INDÚSTRIA – Produção tem queda de 0,6%

Em: 6 de janeiro de 2013
Dados do IBGE para novembro mostram retração da atividade na comparação com mês imediatamente anterior
Dados do IBGE para novembro mostram retração da atividade na comparação com mês imediatamente anterior

A produção industrial brasileira registrou queda de 0,6% em novembro de 2012, na comparação com o mês anterior e de 1% em relação ao mesmo período de 2011. O indicador acumulado para os 11 meses do ano também permaneceu negativo, em -2,6%, assim como o índice referente aos últimos 12 meses, que mostrou queda de 2,5% em novembro.
Os dados fazem parte da pesquisa Produção Industrial Mensal, divulgada na sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na avaliação do coordenador da pesquisa do IBGE, André Macedo, o comportamento predominantemente negativo da indústria de outubro para novembro e também em outros indicadores mostra que o ano de 2012 foi marcado por um menor dinamismo da atividade.
“Há um maior endividamento das famílias, maior comprometimento da renda dessas famílias, as expectativas dos empresários estão em um patamar mais baixo do que em anos anteriores, o cenário internacional está mais adverso, afetando as exportações do país, e também pela maior presença de produtos importados no mercado local”, justificou Macedo.
Dos 27 setores investigados, 16 registraram queda em novembro, na comparação com outubro, com destaque para indústrias extrativas (-6,7%) e veículos automotores (-2,8%). Já no acumulado de janeiro a novembro, 17 dos 27 setores pesquisados registraram taxas negativas. A atividade de veículos automotores registrou a maior retração, de 13,3%.
Outros setores que registraram queda em novembro foram a indústria de metalurgia básica (-3,3%), de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, de ópticos e outros (-10,7%), de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-7,0%), de produtos de metal (-2,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,9%) e de fumo (-8,3%).
Entre os ramos que registraram aumento da produção, as maiores influências partiram das indústrias de bebidas (3,4%), farmacêutica (2,8%), de vestuário e acessórios (7,4%) e de celulose, papel e produtos de papel (1,8%).
Na análise das categorias de uso, tiveram queda bens de capital (-1,1%), bens de consumo duráveis (-1,0%) e bens intermediários (-1,0%). O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis teve variação negativa de 0,1%.

Sobre um ano antes

Na comparação com novembro de 2011, foram registradas quedas em 16 das 27 atividades pesquisadas pelo IBGE, com as maiores variações partindo das indústrias de veículos automotores (- 7,5%), de setores de edição, impressão e reprodução de gravações (-8,3%), de metalurgia básica (-4,0%) e de indústrias extrativas (-3,7%), entre outras. Entre os ramos que aumentaram sua produção, os maiores impactos foram observados em farmacêutica (8,9%), refino de petróleo e produção de álcool (4,9%) e outros equipamentos de transportes (7,6%), entre outras atividades.
No ano, 17 dos 27 ramos mostraram queda na produção, com destaque para a indústria de veículos automotores (13,3%). Também exerceram pressão negativa material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,6%), alimentos (-2,1%), metalurgia básica (-4,2%) e edição, impressão e reprodução de gravações (-5,6%), entre outros. Entre as dez atividades que registraram avanço na produção, as principais influências partiram de refino de petróleo e produção de álcool (3,9%), outros produtos químicos (3,7%) e outros equipamentos de transporte (8,5%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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