PINHÃO-MANSO – Cultivares são analisadas para produção de biodiesel

Em: 6 de janeiro de 2013
Três áreas foram definidas pela equipe do projeto “Pesquisa, desenvolvimento e inovação em pinhão-manso para produção de biodiesel” (BRJatropha) …
Três áreas foram definidas pela equipe do projeto “Pesquisa, desenvolvimento e inovação em pinhão-manso para produção de biodiesel” (BRJatropha) ...

Três áreas foram definidas pela equipe do projeto “Pesquisa, desenvolvimento e inovação em pinhão-manso para produção de biodiesel” (BRJatropha) como foco das atividades nos próximos dois anos: o desenvolvimento de cultivares com alta produtividade de grãos, a destoxificação da torta e o estabelecimento de sistemas de produção com baixo custo, especialmente no que diz respeito à colheita e ao controle de pragas e doenças. Iniciado em 2010, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos -Finep, o BRJatropha é liderado pela Embrapa Agroenergia (Brasília/DF) e reúne mais 21 instituições de pesquisa que trabalham com o pinhão-manso nas cinco regiões do Brasil. Inicialmente aprovado para 36 meses, o projeto foi prorrogado. “Teremos mais dois anos para avançar com as pesquisas”, diz o líder da iniciativa, Bruno Galveas Laviola, que é pesquisador da Embrapa Agroenergia.
Laviola ressalta que a rede de pesquisa já obteve resultados importantes na primeira etapa do projeto, a começar pela constituição de um banco ativo de germoplasma, nos campos experimentais da Embrapa Cerrados (Planaltina/DF), com mais de 220 acessos de várias regiões do País e do exterior. Estudando esse e outros campos experimentais mantidos por parceiros, também foi possível avançar no conhecimento sobre espaçamento de plantas, sistema de poda, produção de sementes, consórcio com outras culturas e fabricação de biodiesel a partir do óleo.
As pesquisas também conseguiram identificar as principais pragas e doenças que acometem o pinhão-manso: ácaro branco, percevejo, oídio, podridão do colo e bacteriose. “Como a base genética de pinhão-manso no Brasil é estreita, a maior parte dos materiais é suscetível a elas”, afirma o pesquisador da Embrapa Agroenergia. Como estratégia para reduzir o custo de produção associado ao controle dessas pragas e doenças, têm sido introduzidos nos estudos genótipos de outros países. Além disso, produtos fitossanitários estão sendo avaliados.

Colheita

Outro ponto em que os pesquisadores estão trabalhando para reduzir o custo de produção é a colheita, que atualmente é manual. “O uso de equipamentos para mecanizá-la ou semimecanizá-la é essencial para tornar a produção mais barata”, enfatiza Laviola. Testes com colheitadeiras utilizadas em outras culturas perenes, como a do café, estão sendo realizados pelo projeto BRJatropha. Um fator positivo é que plantas adultas (a partir dos três ou quatro anos) têm apresentado maturação mais uniforme de frutos do que as mais jovens.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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